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Inglaterra e França ponderam baixar guarda a pensar no Natal

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Comércio não essencial deverá poder voltar a abrir a pensar nas vendas de Natal
Comércio não essencial deverá poder voltar a abrir a pensar nas vendas de Natal   -   Direitos de autor  AP Photo/Matt Dunham
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Inglaterra e França deverão anunciar esta semana um relaxamento das restrições, em especial do pequeno comércio, para permitir uma janela de esperança a alguns dos negócios mais afetados pelos atuais confinamentos imposto por uma segunda vaga de Covid-19 com vários recordes diários batidos de contágios e mortes.

Em Londres, o primeiro-ministro Boris Johnson tem previsto para a noite uma declaração ao país a explicar o próximo período de contenção da epidemia, previsto começar a 3 de dezembro, sabendo-se que as medidas anunciadas se vão limitar a Inglaterra.

Escócia, Irlanda do Norte e País de Gales tem autonomia legislativa para deliberar as respetivas medidas.

De acordo com alguma imprensa britânica, Boris Johnson deverá fazer a Inglaterra voltar a um sistema de três níveis de risco, com as regiões onde a situação é mais grave a poderem ver as restrições agravadas e todas a serem incluídas num programa nacional de testagem maciça.

A testagem rápida ensaiada num projeto-piloto em Liverpool, com apoio das forças armadas, vai fazer parte do novo programa nacional de testagem.

A hora de encerramento (22h) para bares e restaurantes deverá ser alargada, com os derradeiros pedidos a terem de ser feitos até às 22h, mas os clientes a terem mais uma hora para o consumo.

No nível de risco mais elevado, os "pubs" e bares só vão poder vender para fora e os do segundo nível só se servirem refeições, mesmo para fora.

Os ginásios e o pequeno comércio não essencial, encerrados desde 5 de novembro, vão poder reabrir em algumas regiões inglesas de risco mais moderado.

Quanto ao período de Natal, o primeiro-ministro deverá esperar por quinta-feira para anunciar as medidas previstas para a quadra, de forma a poder melhor coordena-las com os governos da Escócia e de Gales.

Um grupo de cientistas britânicos propôs, entretanto, um conjunto de medidas para permitir aos cidadãos celebrar o Natal em conjunto, incluindo por exemplo eventos comunitários ao ar livre dependendo da evolução dos números da epidemia.

Seja como for, o ministro das Finanças britânico, já avisou que, "frustrante como é, o Natal este ano não vai ser normal".

"Estamos a tentar encontrar formas de permitir às famílias passar algum tempo juntas no período natalício. Obviamente, é algo que gostaríamos. Tem sido um ano difícil para todos nós", disse Rishi Sunak, garantindo que o plano de congelar salários na função pública não esconde um regresso à austeridade, numa nação à beira de uma mudança drástica com o Brexit e a lutar nos limites contra a Covid-19.

França

Após semanas de enorme pressão epidemiológica, inclusive com um dia (08/11) a registar mais de 80 mil infeções, parece estar a acontecer em França um abrandamento nos contágios e uma consequente queda da curva da epidemia.

Há sinais de que o reconfinamento implementado no início de novembro está finalmente a ter resultados, embora os hospitais continuem sob uma enorme pressão, com mais de 31 mil camas ocupadas, incluindo 5.509 nos cuidados intensivos (UCI), e que a atualização dos números este domingo ainda indiquem 13 mil novas infeções diagnosticadas e mais 215 mortes em ambiente hospitalar.

Pressionado pela sociedade empresarial e mesmo por parte dos cidadãos, o presidente Emmanuel Macron agendou para terça-feira uma declação ao país e deverá anunciar também um relaxamento das restrições.

No sábado, o primeiro ministro Jean Castex já admitia para 1 de dezembro a reabertura do pequeno comércio para permitir um maior período para as compras de Natal e com isso evitar a aglomeração excessiva na última quinzena. Os locais de culto também deverão poder reabrir.

Espanha

Madrid voltou este domingo a ser mais "Madrid", com a reabertura do popular mercado "O Rastro".

Oito meses depois do encerramento compulsivo devido à Covid-19 e agora com o índice de contágio (Rt) abaixo de um, "O Rastro" voltou a abrir as bancas na rua, mas limitado a metade dos habituais comerciantes, a apenas 2,700 frequentadores e controlado por 150 agentes da polícia municipal e da Proteção Civil, com o apoio de drones.

Comerciante de joias no "Rastro", Sara García salienta o facto de ser um mercado "ao ar livre". "Todas regras estão a ser cumpridas como nos pediram. Temos mais segurança que nos sitios fechados. Não há melhor sítio. Aqui é tudo seguro e e estamos todos muito bem", garantiu a anfitriã.

O Governo, entretanto, já começa a preparar a chegada de uma vacina e o chefe de Governo prevê que, no final do primeiro semestre, pelo menos metade da população espanhola já vá estar imunizada contra o SARS-CoV-2.

A campanha de vacinação em Espanha deverá arrancar em janeiro, perspetiva Pedro Sánchez.

Vamos contar com 13 mil pontos de vacinação. Um exemplo muito atual é que, este ano e em apenas oito semanas, vacinámos 14 milhões de pessoas (contra a gripe).

"A capacidade do sistema nacional de saúde de poder vacinar num curto espaço de tempo é francamente notável.
Pedro Sánchez
Primeiro-ministro de Espanha

O primeiro-ministro espanhol sublinhou que a União Europeia assinou cinco contratos para adquirir 1,2 mil milhões de doses ampliáveis e que Espanha, o segundo país mais afetado pela Covid-19 entre os "27", atrás da França, terá direito a 10% das vacinas pela proporção da respetiva população.

Sobre o Natal, Sánchez avisa para uma quadra "diferente". "Este ano, vamos ter de permanecer à distância dos nossos entes queridos em vez de os abraçar. A prioridade é evitar uma terceira vaga", sublinhou.

O chefe de Governo salientou a quebra da curva de contágios em Espanha e perspetivou que esta segunda-feira a taxa calculada a 14 dias caia para baixo dos 400 novos casos por 100 mil habitantes, ainda assim, "uma incidência muito alta", admitiu Sánchez, para quem o ambicioso objetivo é baixar dos 25 novos casos/ 100 mil habitantes.

Outras fontes • FRanceinfo, ElPaís, Guardian