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Obras do "Nord Stream 2" avançam envoltas em polémica

Nord Stream 2
Nord Stream 2 Direitos de autor Stefan Sauer/(c) dpa-Zentralbild
Direitos de autor Stefan Sauer/(c) dpa-Zentralbild
De  Ricardo FigueiraKate Brady
Publicado a Últimas notícias
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O novo gasoduto que liga a Rússia à Alemanha reacende a questão das relações entre a União Europeia e Moscovo, em tempo de sanções.

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Recomeçaram os trabalhos de construção do gasoduto Nord Stream 2, entre a Rússia e a Alemanha. Mesmo se a obra está praticamente terminada, há dúvidas sobre se algum dia o gás irá passar por esta nova estrutura, já que aumenta o coro de críticas à Alemanha, no contexto das sanções impostas à Rússia por parte da União Europeia.

A jornalista Kate Brady, da euronews, falou com Claudia Kemfert, do Instituto Alemão para a Pesquisa Económica sobre a posição da Alemanha nesta matéria.

"A Alemanha está no meio de tudo. Está no meio destas dificuldades e querelas geopolíticas, que duram desde o início da construção deste gasoduto. As sanções contra a Rússia, as disputas geopolíticas com a Ucrânia e tudo o que se passou nestes últimos anos", disse Kemfert.

O novo gasoduto, cuja construção começou há cinco anos, tem uma rota paralela à do primeiro Nord Stream. Passa pela costa de vários países do Báltico, que tiveram também de aprovar o projeto.

Thomas O'Donnell, analista de temas energéticos da Escola de Governação Hertie, de Berlim, é da opinião de que o Nord Stream 2 pode nunca vir a funcionar: "O gasoduto, essencialmente, morreu. A questão é que o governo alemão não o quer admitir e ter problemas com as empresas, por isso é uma matéria delicada para eles. A União Europeia não tem muito interesse em ajudar o governo alemão. A União Europeia nunca apoiou este gasoduto, o parlamento votou contra e deixou isso muito claro. A Comissão Europeia foi sempre contra", diz.

Vários analistas estimam que o projeto possa vir a ser cancelado. As relações entre a Europa e a Rússia são agora muito mais tensas do que eram quando as obras começaram. As preocupações ambientais são também maiores agora, com a redução do uso de energias fósseis a ser um objetivo de governos de todo o mundo.

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