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Invasores do Capitólio teriam intenção de matar alguns dos eleitos

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De  Francisco Marques com AP
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Pelo menos 7.000 militares já estão de guarda junto ao Capitólio
Pelo menos 7.000 militares já estão de guarda junto ao Capitólio   -   Direitos de autor  AP Photo/Andrew Harnik
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A investigação à invasão do capitólio dos Estados Unidos, ocorrida a seis de janeiro, terá encontrado "fortes indícios" de que a intenção de certos invasores seria capturar e matar alguns dos eleitos no Congresso norte-americano.

AP Photo/Manuel Balce Ceneta, File
Palavras e ações de Jacob Chansley tero sido determinantes para a investigaçãoAP Photo/Manuel Balce Ceneta, File

A revelação surgiu no texto de um processo judicial, citado pelo Washinton Post, onde os procuradores federais escreveram haver "fortes indícios, incluindo nas respetivas palavras e ações no Capitólio de [Jacob Anthony] Chansley, a suportar uma intenção dos arruaceiros do Capitólio de capturar e assassinar eleitos no governo dos Estados Unidos".

Chansley é o agora famoso homem que se destacou na liderança da invasão do Capitólio, em tronco nu, envergando um género de capote em pelo de coiote e chifres de búfalo, e que foi um dos detidos na sequência do sucedido.

Um procurador acusou mesmo um oficial já retirado das Força Aérea dos Estados Unidos de ter participado na invasão ao Capitólio na posse de "algemas com fecho de correr".

O reformado tenente coronel Rendall Brock Jr. teria intenção de "fazer reféns", atirou o procurador, com o advogado de defesa do acusado a alegar "especulação e conjetura" contra o seu cliente.

Mike Pence assume segurança

Perante avisos e ameaças indiretas de um novo ataque por militantes da extrema-direita estar a ser preparado contra o Capitólio a 20 de janeiro, o dia da tomada de posse de Joe Biden, o vice-presidente cessante assumiu a liderança da operação de segurança.

Com o Presidente Donald Trump afastado dos holofotes e no alvo de um segundo processo de destituição já aprovado no Congresso, Mike Pence passou revista às tropas já mobilizadas para garantir uma normal transferência da presidência e reuniu-se com a agência de investigação federal, o FBI, para se assegurar que tudo se irá passar sem problemas na quarta-feira.

A má experiência sofrida em plena casa da democracia americana num dia em que se esperava uma certificação pacífica da eleição de Joe Biden está a servir de base para os preparativos em curso para a tomada de posse.

Os nomes de Joe Biden e Kamala Harris já podem ser lidos na fachada do Capitólio, a casa do Congresso dos Estados Unidos, onde desta vez não estará, tudo o indica, o presidente cessante, mas deverão estar mais de vinte mil militares para garantir a segurança da cerimónia.

Pelo menos sete mil militares já estão de guarda junto ao Capitólio.

Outras fontes • Washington Post