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Covid-19 domina cimeira da União Africana

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Cimeira da União Africana
Cimeira da União Africana   -   Direitos de autor  Euronews
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A pandemia de Covid-19 dominou os trabalhos da cimeira da União Africana, este fim de semana. Um ano depois do primeiro caso declarado no Egito, o desastre que muitos previam não aconteceu no continente. Apesar de o número de mortos ser relativamente baixo, cerca de 4 por cento das mortes registadas em todo o mundo, muitos países enfrentam agora uma segunda vaga mais grave.

Como sublinhou o presidente cessante da organização, o sul-africano Cyril Ramaphosa, no discurso de abertura, o continente enfrenta uma crise social e económica sem precedentes e precisa do apoio de instituições internacionais, como o Fundo Monetário Internacional.

Por outro lado, a corrida mundial às vacinas deixa os dirigentes africanos preocupados mas os preparativos para vacinar 60 por cento da população africana continuam.

"O presidente Ramaphosa preside a "Africa Vaccine Task Team". É esta a plataforma encarregue de conseguir a vacina para o continente africano com 270 milhões, pelo menos, de doses", explicou à Euronews o ministro das Relações Exteriores de Angola, Téte António.

O processo de reforma institucional da União Africana, lançado em 2016, também esteve em discussão nesta cimeira virtual.

O chefe da Diplomacia angolana explicava à euronews que "ainda não se chegou a certos objetivos como o reforço da coordenação entre a União Africana e as Comunidades Económicas Regionais". Téte António acrescentava que é preciso ainda "reforçar a própria reforma institucional da Comissão, a nível departamental". Há vários desafios ainda pela frente, o ministro dos Negócios Estrangeiros de Angola referia outros setores que precisam de ser trabalhados como a forma de contribuição "para o orçamento geral, o orçamento da organização, (...) o recrutamento de quadros, há um plano que já foi feito e temos que implementar já a primeira fase desde plano", esclarecia o governante.

A eleição da comissão da União Africana, por um período de quatro anos, foi um dos pontos mais importantes da agenda. O chadiano Moussa Faki Mahamat foi reeleito para a direção do órgão executivo. A presidência rotativa da organização fica a cargo do presidente da República Democrática do Congo, Félix Tshisekedi, que referiu que o “calar das armas” permanece uma prioridade em África.

O processo eleitoral mais renhido foi, sem sombra de dúvidas, para o cargo da Comissária para a Agricultura, Desenvolvimento Rural, Economia Azul e Ambiente Sustentável, onde a angolana Josefa Sako venceu o candidato marroquino, depois de este se ter retirado já na terceira ronda. Josefa Sacko venceu na quarta ronda com 51 votos a favor e 3 abstenções.