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Paris recebe cimeira França-África

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Direitos de autor AFP
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De  Nara Madeira
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Relançamento económico e crise pandémica foram algumas das questões abordadas na cimeira França-África, em Paris.

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O relançamento económico e a crise pandémica foram algumas das questões abordadas em Paris na cimeira França-África onde estiveram vários chefes de Estado e de governo africanos. Participaram ainda alguns líderes europeus, entre eleso primeiro-ministro português, António Costa, e representantes do Reino Unido, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos.

Uma discussão está centrada em procurar formas de injectar o dinheiro de que as economias africanas necessitam, com o apoio de organizações internacionais, incluindo o Fundo Monetário Internacional, o Banco Mundial e a União Africana. 

Durante o evento o presidente francês, organizador da cimeira, assumiu a liderança neste pedido de ajuda para África. Emmanuel Macron afirmou que a "pandemia de Covid-19 vai ter, e já está a ter, um impacto muito grande na economia do continente africano - este ano, no próximo ano e, seguramente no seguinte - muito maior do que as crises já vividas". O chefe de Estado gaulês acrescentou que as estimativas que existem, e que estarão "aquém da realidade, rondam os 300 mil milhões de dólares de financiamento necessário, entre hoje e 2025, para África".

Os líderes africanos presentes sublinharam a importância de acelerar a vacinação contra a Covid-19 no continente africano, num momento em que estão comprometidas as exportações vindas da Índia. 

Há, por isso, quem defenda que é fundamental produzir vacinas em África. Félix Tshisekedi, chefe de Estado da República Democrática do Congo e presidente em exercício da União Africana afirmou que falta "mobilização" entre as populações do continente africano porque, acredita, "há algumas preocupações porque as vacinas vêm do estrangeiro". Por esta razão, acrescentou, "é necessário" que elas "sejam produzidas em África. Isso mudará a atitude das pessoas", frisou.

Paralelamente os chefes de Estado e de governo aproveitaram para aprofundar relações bilaterais, como explicava o enviado da euronews à cimeira, João Peseiro Monteiro. 

O presidente de Moçambique, Filipe Nyusi, aproveitou para sublinhar que nunca recusou ajuda internacional. O primeiro-ministro de Portugal, António Costa, mostrou-se disponível para enviar militares ou qualquer outro tipo de apoio, ao abrigo da cooperação europeia, para ajudar a resolver a crise que se vive em Cabo delgado.

Nome do jornalista • João Peseiro Monteiro

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