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Profissionais de Saúde protestam em Budapeste

Profissionais de Saúde protestam em Budapeste
Direitos de autor AP Photo/Laszlo Balogh
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De  Nara Madeira com AP
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Milhares de profissionais de Saúde saíram às ruas de Budapeste, a capital da Hungria, este sábado, para exigir aumentos salariais.

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Na Hungria, milhares de trabalhadores da área da Saúde e outras pessoas que quiseram apoiá-los, saíram às ruas na capital do país, Budapeste, este sábado, para exigir aumentos salariais e melhores condições de trabalho no setor público. 

Uma manifestação convocada pela Câmara Húngara dos Profissionais de Saúde que acusa o governo de não os ter consultado antes de aprovar uma revisão do sistema de Saúde, em março, que aumentou os salários dos médicos mas não os de muitos outros trabalhadores dos hospitais, entre eles enfermeiros e auxiliares.

O novo acordo sobre salários e benefícios foi assinado por cerca de 95% dos que trabalham no setor mas cerca de 5.000 pessoas recusaram-se a assinar os novos contratos.

Uma enfermeira-chefe de um hospital, Kata Gornicsak, explicava que querem ganhar mais, acrescentando que a maioria recebeu dez dias extra de férias, com os quais estão muito satisfeitos, mas, provavelmente, não poderão gozá-los porque são chamados, constantemente, para trabalhar.

Outra enfermeira, Marika Bognar, referia que os médicos são bem pagos enquanto as enfermeiras, que "alimentam e vestem os pacientes enquanto trabalham em turnos duplos, incluindo noites, não são bem pagas".

Presente no protesto esteve o presidente da câmara de Budapeste, uma forma de demonstração de apoio a estes trabalhadores. Gergely Karacsony dizia que o "estado húngaro gasta muito pouco no seu sistema de Saúde, por isso há muito que tem de ser feito. Colocar o sistema de saúde de novo em pé deve ser uma das" prioridades do próximo governo.

A crise pandémica tem sido um duro teste para o sistema de Saúde húngaro, com o governo a decretar, como parte do estado de emergência, que os profissionais de saúde não podem demitirem-se. 

Um inquérito, divulgado em junho pelo Sindicato Independente dos Cuidados de Saúde, revelava que quase metade destes trabalhadores planeavam abandonar o setor ou reformar-se logo que as condições legais o permitissem.

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