Talibãs em Cabul para a passagem de poder

Talibãs em Cabul para a passagem de poder
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De  Maria BarradasRicardo Figueira com AP, AFP
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O presidente afegão Ashraf Ghani terá já deixado o país em direção ao Tajiquistão.

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Os talibãs preparam-se para tomar o poder no Afeganistão e estão já acaminho do palácio presidencial para uma passagem de poder pacífica, segundo fontes do governo afegão citadas pela agência Associated Press. 

Segundo o vice-presidente afegão, citado pela imprensa local, o presidente Ashraf Ghani terá já deixado o país em direção ao Tajiquistão. Os radicais islâmicos entraram este domingo na capital, de uma forma que apanhou muitos desprevenidos, aparentemente sem violência.

Durante toda a manhã, nas zonas das embaixadas e no aeroporto, a azáfama foi grande. Diplomatas e cidadãos estrangeiros estão a deixar o país por via aérea, a única possível já que os talibãs controlam todas as fronteiras terrestres.

Os talibãs informaram que os estrangeiros podem sair, se quiserem, ou, então, terão de registar-se junto da nova administração.

Os insurgentes dizem querer respeitar a vida e a propriedade dos residentes da Cabul. Apesar das promessas, o medo instalou-se e milhares de pessoas recolheram-se em casa.

As informações vão-se sucedendo. A base aérea de Bagram terá sido entregue pelas forças afegãs aos talibãs. Os insurgentes terão também aberto as portas da maior prisão de Cabul, libertando todos os prisioneiros.

A agitação em Cabul começou assim que foi anunciada de madrugada a tomada de Jalalabad, onde os talibãs não encontraram qualquer resistência.

Ainda há poucos dias uma avaliação militar americana estimava que a capital estivesse sob a pressão dos insurgentes dentro de um mês e, no sábado, o porta-voz do Departamento de Defesa dos EUA dizia que Cabul “não estava em perigo iminente de ser tomada”, ainda que se percebesse a intenção talibã, porque tinham sido tomadas todas as províncias à volta da cidade.

A velocidade a que se sucedem estes acontecimentos levanta muitas questões, entre elas, a pouca resistência das forças afegãs, após os treinos que receberam das tropas dos Estados Unidos, com milhares de milhões de dólares gastos.

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