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Alemanha vira a página de Angela Merkel

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De  Ricardo Figueira
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Alemanha vira a página de Angela Merkel
Direitos de autor  Kai Pfaffenbach/KAI PFAFFENBACH
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A Alemanha elege este domingo um novo parlamento, numas eleições que vão também ditar a constituição de um novo governo, o primeiro em 16 anos sem Angela Merkel no comando e que, mais uma vez, deverá ser de coligação, já que as sondagens não dão mais de 30% a nenhum dos partidos, com um empate técnico entre as duas forças que governaram a Alemanha desde o fim da Segunda Guerra Mundial: a CDU, democrata-cristã, e o SPD, social-democrata, atualmente em coligação no governo.

Vice-chanceler, ministro das Finanças e homem-forte do SPD, Olaf Scholz afirma-se como favorito à vitória. Apresenta como bandeiras de campanha um aumento dos impostos aos mais ricos e a subida no salário mínimo.

O sucessor de Angela Merkel no comando da CDU, Armin Laschet, é dado como segundo nas sondagens, embora muito perto do adversário e apostou na presença de Merkel nos comícios, nos últimos dias, como trunfo para ultrapassar a ligeira desvantagem.

A grande coligação entre os dois principais partidos é uma das soluções possíveis, mas os Verdes terão também uma palavra importante a dizer e podem mesmo vir a ser o parceiro de coligação privilegiado, em caso de vitória do SPD. A força ecologista liderada por Annalena Baerbock deve ter a maior votação de sempre, com as sondagens a dar-lhe cerca de 17%.

Uma coisa é certa: A política alemã vai mudar de rosto e vai ser difícil desabituarmo-nos de Angela Merkel, um caso de longevidade política raro nas democracias ocidentais.