Partido com menos de dois meses ganha as eleições na Bulgária

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De  Teresa Bizarro com Agências
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Continuamos a Mudança afirmou-se como um partido anti-corrupção e convenceu os eleitores. Sem maioria absoluta, inicia esta segunda-feira negociações para um governo de coligação

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Sopram ventos de mudança na Bulgária. Um partido anti-corrupção criado há menos de dois meses foi o mais votado nas eleições deste domingo. São as terceiras eleições gerais este ano na Bulgária e o resultado volta a não dar maioria absoluta a qualquer formação política. O partido Continuamos a Mudança é liderado por dois empresários e economistas com formação em Harvard.

No discurso de vitória, Kiril Petkov, um dos dois fundadores do partido, agradeceu a confiança dos eleitores, prometeu "colocar o coração e a alma na tarefa de pôr a Bulgária num novo caminho" e definiu como prioridade "fazer tudo" para que o país "tenha um governo estável, um governo de coligação". 

"Há muitos problemas para resolver e estamos conscientes da responsabilidade," disse Petkov.

Entre os derrotados da noite eleitoral está o antigo primeiro-ministro Boyko Borisov. Já ocupou por três vezes a cadeira de chefe do executivo bulgaro, mas o GERB, o partido de centro-direita que lidera parece acusar o peso dos vários escândalos de corrupção que marcaram os mais de dez anos no poder.

Para além do novo parlamento, os búlgaros votaram também para escolher o presidente

O atual chefe de Estado Rumen Radev, que fez da luta contra a corrupção a bandeira do primeiro mandato e se tornou um dos principais opositores a Borisov foi o mais votado. Os resultados preliminares indicam no entanto que será necessária uma segunda segunda volta a 21 de Novembro para apurar o próximo presidente.

A confirmar-se, a campanha vai conviver com as conversações para a coligação de governo que arrancam já esta segunda-feira.

A Bulgária é o país mais pobre da União Europeia. A pandemia veio expor ainda mais as debilidades da economia. Tem uma das mais elevadas taxas de mortalidade por COvid-19 e uma das mais baixas taxas de vacinação. Apenas um terço dos 7 milhões de habitantes está vacinado.

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