This content is not available in your region

Artistas gregos revoltados com decisão que proíbe música em público

Access to the comments Comentários
De  Foteini Doulgkeri  & Ricardo Figueira
euronews_icons_loading
Artistas gregos revoltados com decisão que proíbe música em público
Direitos de autor  Γιάννης Δόλας

Na Grécia, os dias festivos passaram com quase tudo o que é habitual nesta altura, mas sem música. O governo impôs novas restrições ligadas à Covid-19 que incluem a proibição de música em todos os locais comerciais, incluindo bares e restaurantes.

Os concertos foram também proibidos. São medidas que trocaram as voltas a músicos e trabalhadores do espetáculo já muito afetados por quase dois anos de pandemia.

Os Pyx Lax, banda muito popular no país, por exemplo, tiveram de cancelar um concerto: "Tratar a música desta forma é provocador. Dizem que são apenas canções. Agora sabemos que é assim que veem. Qual é o problema de ter música numa cafetaria como esta? Talvez os nossos concertos e outros do género tenham de facto de ser cancelados, vamos admitir que são perigosos para a saúde pública Mas então e os quartetos de cordas que tocam em pequenos locais, onde as pessoas estão de máscara, ou num teatro? Por que razão têm de cancelar toda a música?", interroga-se Philippos Pliatsikas, músico e membro da banda.

Talvez os nossos concertos e outros do género tenham de facto de ser cancelados. Mas por que razão têm de cancelar toda a música?
Philippos Pliatsikas
Membro dos Pyx Lax

A banda realça que o meio musical do país apoia a ciência e o combate ao vírus, mas pede mais bom senso nas decisões, já que há vários fatores sociais e psicológicos que devem ser levados em conta.

As restrições deveriam ter entrado em vigor na segunda-feira, mas o avanço da pandemia levou o governo a antecipar a decisão para antes do ano novo. Muitos restaurantes e bares preferiram nem abrir na noite de ano novo: "Foi uma noite de Ano Novo silenciosa. Tomámos todas as precauções necessárias: Máscaras, distanciamento e nada de música. Vieram algumas pessoas, mas nada comparado com antes. Quando há um vírus assim contagioso, é muito fácil contaminar as pessoas que trabalham aqui e isso é um problema, tal como nos serviços públicos. O problema de muitos dos meus colegas é que os empregados vão ficando doentes", conta Vaggelis Pitteros, empresário da restauração.

Há vários meses que o governo diz que é preciso fazer tudo para manter a economia aberta. No entanto, perante o avanço da variante Ómicron, há novas medidas restritivas que foram implantadas e que vão manter-se até ao dia 17 de janeiro. Não se sabe se vão, ou não, ser prolongadas.