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Rússia e Ocidente trocam acusações sobre Ucrânia

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De  Ricardo Figueira
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Rússia e Ocidente trocam acusações sobre Ucrânia
Direitos de autor  Peter Nicholls/AP

Boris Johnson é o mais recente líder europeu a juntar-se ao coro de ameaças à Rússia, com a tensão a permanecer em torno do acumular de tropas russas junto à fronteira com a Ucrânia e um medo crescente de uma invasão, numa altura em que há diálogo entre as várias partes envolvidas, sem que haja, por enquanto, consenso sobre o caminho a seguir. O primeiro-ministro britânico esteve em Kiev para se encontrar com o presidente do país, Volodymyr Zelensky e avisou Moscovo que o Reino Unido irá impor sanções assim que as tropas russas atravessarem a fronteira.

"Uma futura invasão da Ucrânia por parte da Rússia seria um desastre político e humanitário. Seria também um desastre militar para a Rússia e para o mundo", disse o inquilino do número 10 da Downing Street.

Uma futura invasão da Ucrânia por parte da Rússia seria um desastre político e humanitário.
Boris Johnson
Primeiro-ministro do Reino Unido

Vladimir Putin acusa o ocidente de desrespeitar os acordos que foram feitos depois do desmantelamento do bloco soviético. A Rússia tem como principal revindicação uma garantia de que não há expansão da NATO para leste, em especial à Ucrânia. O presidente russo recebeu o primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, e aproveitou para mandar um recado aos Estados Unidos: "Parece-me que os Estados Unidos não se preocupam tanto com a segurança da Ucrânia, mesmo se essa é uma preocupação de segundo plano. O principal objetivo deles é conter a Rússia e, nesse sentido, a Ucrânia é apenas um meio para atingirem esse fim", disse o presidente russo.

O principal objetivo dos EUA é conter a Rússia. (...) A Ucrânia é apenas um meio para atingirem esse fim.
Vladimir Putin
Presidente da Rússia

As duas partes recusam fazer concessões: Moscovo mantém as tropas junto à fronteira, mas nega ter a intenção de invadir a Ucrânia. Quanto ao Ocidente, recusa dar garantias à Rússia em relação à não-expansão da NATO para leste.