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Recorde de produção de energia de fusão nuclear

Interior do reator JET
Interior do reator JET Direitos de autor UKAEA Communications via EUROfusion
Direitos de autor UKAEA Communications via EUROfusion
De  Teresa Bizarro com Lusa
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Cientistas europeus anunciam sucesso numa experiência que pode mudar a forma de encarar a energia nuclear

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Cientistas europeus atingem recorde de energia de fusão nuclear. O EUROfusion, consórcio que junta investigadores, entidades públicas e empresas privadas, anunciou esta quarta-feira ter alcançado o "valor recorde de 59 megajoules de energia de fusão sustentada," num dispositivo montado no Reino Unido.

Nesta espécie de "relâmpago" de cinco segundos foi alcançada uma potência média de 11 megawatts por segundo. O comunicado do EUROfusion refere que a experiência "é a demonstração mais clara do potencial da fusão nuclear para fornecer energia de baixas emissões de carbono, segura e sustentável".

O EUROfusion junta 4800 agentes, entre os quais o Instituto Superior Técnico, de Lisboa, através do Instituto de Plasmas e Fusão Nuclear. Está a preparar a operacionalização do maior reator de fusão nuclear experimental do mundo, atualmente em construção em França.

A central deve começar a trabalhar dentro de 4 ou 5 anos com o objetivo de produzir 500 megawatts por períodos de 400 a 600 segundos.

O resultado só foi anunciado nesta quarta-feira, mas foi alcançado no final de 2021. Numa experiência anterior, em 1997, a energia de fusão alcançada tinha sido de 21,7 megajoules, menos de metade do obtido desta vez. A "potência de pico" de 16 megawatts atingida brevemente em 1997 "não foi ultrapassada nas experiências mais recentes, pois o foco tem sido obter energia de fusão de um modo sustentado", justifica o Eurofusion.

A fusão "permite gerar quase quatro milhões de vezes mais energia do que a que é consumida em carvão, petróleo ou gás", com "combustível abundante e sustentável" e com "baixas emissões" poluentes.

Para o coordenador do programa do consórcio, Tony Donné, está-se "no caminho certo para um futuro movido a energia de fusão".

"Se conseguimos manter a fusão por cinco segundos, podemos vir a fazê-lo por cinco minutos e depois por cinco horas, à medida que ampliamos a escala da nossa operação em máquinas futuras", afirmou.

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