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"Se não ganharmos esta guerra, a Ucrânia será destruída"

Anelise Borges na linha da frente das tropas ucranianas em Donbass
Anelise Borges na linha da frente das tropas ucranianas em Donbass Direitos de autor Euronews
Direitos de autor Euronews
De  Anelise Borges
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Reportagem da Euronews na linha da frente das tropas ucranianas em Popasna, na região de Donbass

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Rússia e a Bielorrússia realizam exercícios militares conjuntos junto à fronteira norte da Ucrânia. Kiev prepara-se para fazer o mesmo e ainda esta semana deve iniciar os treinos no terreno. 

Na região de Donbass, as trincheiras começaram a ser construídas há 8 anos. A neve que lhes cobre o chão em Popasna está longe dos tapetes vermelhos estendidos aos líderes ocidentais enquanto procuram uma solução diplomática para a crise actual.

Euronews com Liveuamap
A vida em Popasna mudou desde 2014Euronews com Liveuamap

Os soldados de um batalhão estacionado perto desta cidade ucraniana no leste do país mostram-nos a realidade em que têm vivido.

Euronews
Vlad trocou o sonho de ser médico pela "obrigação" de defender o paísEuronews

"Eu vim para aqui porque a guerra começou e temos de defender o nosso país," conta-nos Vlad. Tem 22 anos e este é o segundo destacamento na região de Donbass. Omitimos o apelido por razões de segurança.

Antes de 2014, quando os separatistas assumiram o controlo do território, este jovem soldado sonhava em estudar medicina e tornar-se cardiologista. Pegar em armas, diz, foi uma obrigação.

"Se não ganharmos esta guerra, a Ucrânia será destruída. A Federação Russa - não, não é a Federação Russa -, Putin, quer criar a URSS 2. E isto é terrível," diz Vlad.

8 anos de conflito na região fizeram 14 mil mortos. Apesar da lutar ter chegado a um impasse, os bombardeamentos continuam. A partir de diferentes posições, soldados têm revelado à Euronews que a situação está calma por agora, mas que este é um conflito contínuo e que toda a ajuda militar que está a ser enviada para a Ucrânia ainda não chegou à região.

Segundo os serviços de informações ucranianos, há cerca de 35 mil independentistas do outro lado do conflito apoiados por soldados russos.

Uma informação que Moscovo sempre desmentiu. Com a mesma veemência que recusa qualquer intenção de invadir a Ucrânia apesar de já ter estacionado mais de 120 mil soldados na linha de fronteira.

À Euronews, Vlad diz esperar que a diplomacia prevaleça, mas reconhece que as tropas aqui estão a preparar-se para um resultado diferente.

Espero que as sanções possam travar esta guerra. Mas a federação russa não conhece a palavra. Só conhecem a força e o combate. E penso que se o nosso país se mantiver unido, podemos lutar contra a federação russa.

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