Lukashenko justifica "ataque preventivo" à Ucrânia

Lukashenko justifica "ataque preventivo" à Ucrânia
Direitos de autor Mikhail Klimentyev, Sputnik, Kremlin Pool Photo via AP
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De  Ricardo Figueira
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No encontro com Vladimir Putin, o presidente bielorrusso diz que a Ucrânia se preparava para atacar posições militares no seu país.

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Velhos amigos e aliados na invasão à Ucrânia, os presidentes da Rússia e Bielorrússia, Vladimir Putin e Alexander Lukashenko, encontraram-se em Moscovo num clima caloroso, em claro contrate com os recentes encontros de Putin com líderes ocidentais. Um encontro presencial depois de conversas telefónicas diárias. Lukashenko diz que os ataques da Bielorrússia à Ucrânia serviram para prevenir uma ofensiva em sentido contrário.

"Se não tivéssemos feito um ataque preventivo a quatro posições, seis horas antes do início da operação, eles teriam atacado as forças russas e bielorrussas que estavam a fazer exercícios militares. Por isso não fomos nós que começámos esta guerra, temos a consciência limpa. É bom que tenhamos atacado, caso contrário, poderiam ter usado armas biológicas ou feito explodir as maiores centrais nucleares", disse o presidente Lukashenko.

É bom que tenhamos atacado, caso contrário a Ucrânia poderia ter usado armas biológicas ou feito explodir as maiores centrais nucleares.
Alexander Lukashenko
Presidente da Bielorrússia

No dia 1, Lukashenko admitiu que a Bielorrússia lançou rockets contra território ucraniano no dia 23 de fevereiro, antes do lançamento da ofensiva russa. Aumentam os pedidos para que o país seja também incluído no lote de sanções impostas à Rússia.

Isso mesmo foi dito pela líder da oposição, Sviatlana Tsikhanouskaya: "Defendo que as sanções ao regime de Putin têm de incluir o círculo de Lukashenko, os bancos estatais bielorrussos têm de ser desligados do sistema SWIFT e as importações às empresas estatais bielorrussas têm de ser paradas, caso contrário a Rússia pode usar a Bielorrússia como brecha e as meias medidas não funcionam, só tornam as coisas piores", disse a opositora.

Na cimeira de Versalhes, os líderes políticos da União Europeia concordaram em impor as sanções mais rígidas alguma vez impostas à Rússia, mas as importações de gás e petróleo estão, por enquanto, de fora deste pacote.

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