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Encontrados 26 corpos nos escombros de dois edifícios atingidos em Borodyanka

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De  Euronews
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Destruição na Ucrânia
Destruição na Ucrânia   -   Direitos de autor  Efrem Lukatsky/Copyright 2022 The Associated Press. All rights reserved.

O horror da guerra está patente nas imagens de destruição que nos chegam de Borodyanka, cidade situada a cerca de 25km a oeste de Bucha, na Ucrânia.

A procuradora-geral da Ucrânia, Iryna Venediktova, afirmou que 26 corpos foram encontrados nos escombros de dois edifícios na cidade, onde as autoridades ucranianas estão a efetuar buscas depois da retirada das tropas russas.

O presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy disse que a destruição de Borodyanka, situada nos arredores de Kiev, é "muito mais horrífica" do que a situação descoberta na cidade vizinha de Bucha.

A situação em Borodyanka é muito pior. Há ainda mais vítimas das forças russas. E o que acontecerá quando o mundo souber toda a verdade sobre o que os militares russos fizeram em Mariupol? A cidade está na mesma condição que o mundo viu em Bucha e outras cidades da região de Kiev após a retirada das tropas russas. A mesma crueldade. Os mesmos crimes terríveis.
Volodymyr Zelenskyy, presidente da Ucrânia

O chefe da diplomacia ucraniana, Dmytro Kuleba, pediu aos aliados da NATO, reunidos em Bruxelas, que forneçam "armas, armas e armas" à Ucrânia nos "próximos dias, não semanas".

Em resposta, o presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, divulgou no Twitter que a União Europeia está pronta para conceder mais 500 milhões de euros em armas à Ucrânia.

No seu discurso em Bruxelas, o secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, afirmou que os russos estão a cometer novas atrocidades "de forma contínua."

A cada dia que passa, surgem mais relatos credíveis de violações, mortes e tortura. E para além de Bucha, há muitas outras cidades que a Rússia ocupou e está ainda a ocupar. Locais onde devemos presumir que as tropas estão a cometer mais atrocidades neste momento.
Antony Blinken, secretário de Estado norte-americano

Em Mariupol, o cerco aperta. O chefe do município de Mariupol, Vadym Boichenko, divulgou que mais de 100.000 pessoas precisam ainda de ser evacuadas urgentemente da cidade. Falando na televisão nacional, descreveu a situação na cidade portuária como uma catástrofe humanitária. Segundo Vadym Boichenko, desde o início da guerra , mais de 5.000 civis foram mortos em Mariupol, incluindo 210 crianças.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, apelou ao parlamento grego que use a sua influência para resgatar a população que permanece em Mariupol, a qual inclui uma minoria grega desde há séculos.

As autoridades ucranianas alertam os residentes no leste da Ucrânia que estão perante a "última oportunidade" de partir perante a ofensiva russa aguardada na região do Donbass controlada pelo exército ucraniano.

Esta sexta-feira, a estação de comboio utilizada para evacuar Kramatorsk foi alvo de um ataque. Pelo menos 50 pessoas morreram.

Outros relatos, deram conta de um ataque aéreo perto da estação de Barvinkove, em Donetsk, bloqueou a saída de três comboios.

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, reconheceu que o seu exército sofreu "baixas significativas" desde o início da guerra, embora não tenha divulgado números.

Moscovo fez recentemente referência a 1.351 mortos e 3.825 feridos, até ao dia 25 de março.