Kiev nega acordo sobre corredor humanitário

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Rússia anunciou cessar-fogo em Mariupol para retirada de civis

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Moscovo anunciou esta segunda-feira um cessar-fogo em Mariupol para permitir a retirada de civis do complexo metalúrgico Azovstal. Em comunicado, o ministério da Defesa russo comprometeu-se a estabelecer uma distância segura, garantindo a partida de mulheres, crianças e funcionários da fábrica para o destino escolhido por cada um.

Mas Kiev negou qualquer acordo sobre a saída de civis em Mariupol. Nas redes sociais, a vice-primeira-ministra ucraniana escreveu que "é importante compreender que um corredor humanitário só é estabelecido através de um acordo entre as duas partesm e que um corredor anunciado unilateralmente não proporciona segurança e, portanto, não é, de facto, um corredor humanitário".

O ministério da Defesa russo partilhou esta segunda-feira imagens dos sistemas de mísseis balísticos de curto alcance que estão a ser disparados na Ucrânia. O ministério disse que os mísseis atingiram armas, veículos blindados e munições em armazém. As autoridades ucranianas dizem que pelo menos cinco pessoas foram mortas por ataques russos na região central de Vynnytsia.

Em Odessa, continuam os trabalhos para remover os escombros provocados pelo ataque de mísseis à cidade. Um conselheiro do ministro do Interior da Ucrânia disse que as forças russas dispararam pelo menos seis mísseis de cruzeiro contra Odessa, matando oito pessoas.

Em Zaporizhzhia, a cerca de 230 km de Mariupol, os militares ucranianos reforçam as linhas defensivas escavando trincheiras para ajudar a afastar a ofensiva russa. O porta-voz da Administração Militar Regional lembra que as as tropas russas "são imprevisíveis" e que é importante "preparar a cidade para a defesa".

Os últimos dados sobre as vítimas da guerra na Ucrânia indica que já morreram mais de 2400 civis, incluindo 213 crianças, e pelo menos 2500 soldados ucranianos.

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