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Rússia retoma bombardeamentos à fábrica da Azovstal

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De  Ricardo Figueira
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Imagem aérea da Azovstal
Imagem aérea da Azovstal   -   Direitos de autor  Planet Labs PBC/AP

Depois de uma retirada parcial dos civis que estavam retidos na fábrica da Azovstal, as forças russas voltaram a bombardear as instalações da siderúrgica na cidade de Mariupol, no sul da Ucrânia, segundo as forças armadas ucranianas, que continuam barricadas no complexo.

A retirada dos cerca de 100 civis ucranianos aconteceu depois das visitas a Kiev e Moscovo do secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres.

Tanto o ministério russo da defesa como a unidade militar Azov, da Ucrânia, publicaram imagens da retirada dos civis, que segundo a Ucrânia foram levados de autocarro para zonas, quer controladas pela Rússia, quer controladas por Kiev.

Há relatos de fome, sobretudo por parte das crianças, durante o cerco à fábrica. No vídeo divulgado pelos russos, rodado num centro de triagem numa zona controlada por Moscovo, uma mulher acusa o batalhão Azov de estar a fazer buscas nos apartamentos e mostrar uma atitude agressiva para com os civis "que acusam de ser, maioritariamente, pró-russos e de ter bandeiras russas em casa". Ela diz que, pessoalmente, "não tem qualquer bandeira, nem russa, nem ucraniana".

100 mil permanecem em Mariupol

Numa mensagem, o presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy agradeceu à ONU e à Cruz Vermelha: "Finalmente, conseguimos começar a evacuação da Azovstal. Depois de várias semanas de negociação e de várias tentativas falhadas, muitas reuniões e chamadas entre vários países e várias propostas, finalmente conseguimos. Não houve um único dia em que não tenhamos tentado encontrar uma solução para salvar o nosso povo", disse o chefe de Estado ucraniano.

Não houve um único dia em que não tenhamos tentado encontrar uma solução para salvar o nosso povo.
Volodymyr Zelenskyy
Presidente da Ucrânia

Acredita-se que cerca de cem mil pessoas continuem bloqueadas em Mariupol, incluindo cerca de mil civis na fábrica da Azovstal, barricados juntamente com os cerca de dois mil combatentes ucranianos que se mantêm nas instalações.