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3 de maio: Dia da Liberdade de Imprensa

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De  Euronews
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Ecrã com texto sobre Liberdade de Imprensa
Ecrã com texto sobre Liberdade de Imprensa   -   Direitos de autor  Lewis Joly/Copyright 2021 The Associated Press. All rights reserved

3 de maio, Dia da Liberdade de Imprensa

Há muito para refletir. A Repórteres Sem Fronteiras (RSF) diz que a guerra na Ucrânia exacerbou o caos da informação.

17 dos 180 países analisados pela ONG estão na zona vermelha, numa situação muito grave para a liberdade de imprensa, entre eles a Rússia e Bielorrússia.

Pauline Ades-Mevel, chefe de redação da Repórteres Sem Fronteiras fala do quase desparecimento do jornalismo na Rússia.

"O que é impressionante neste momento é a propaganda que se fazia antes do início da guerra na Rússia e que tem continuado desde então e cujo efeito, neste momento, é o completo desaparecimento da liberdade de imprensa, do próprio jornalismo, no país, com centenas de jornalistas a tentarem fugir da Rússia ou a não conseguirem trabalhar porque, como sabem, a lei votada no início de março deste ano impede os jornalistas de utilizarem o termo 'invasão' ou 'guerra'".

O índice da Liberdade de Imprensa mundial mostra grandes diferenças na Europa.

No topo da lista estão os países nórdicos: Noruega, Dinamarca e Suécia. Portugal surge em sétimo lugar, logo a seguir à Irlanda, e a Grécia em centésimo oitavo lugar, o mais baixo do ranking europeu, que era ocupado pela Bulgária.

Nas grandes democracias europeias, a Alemanha surge em 16° lugar; a França em 26°; a Espanha em 32° e a Itália em 58°.

As tensões sociais e políticas, ampliadas pelas redes sociais e pelos novos meios de comunicação de opinião e da propagação de circuitos de desinformação, estão a crescer.

Há também cada vez mais jornalistas a ser assassinados. Em 2021, foram 45.

Os dez piores países em termos de liberdade de imprensa são: Síria, Iraque, Cuba, Vietname, China, Myanmar, Turquemenistão, Irão, Eritreia e Coreia do Norte.