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Dinamarca diz sim à Política Comum de Defesa da UE

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De  Teresa Bizarro  com Agências
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os líderes dos cinco partidos políticos do "Compromisso Nacional" que fizeram capanha pelo SIM
os líderes dos cinco partidos políticos do "Compromisso Nacional" que fizeram capanha pelo SIM   -   Direitos de autor  Liselotte Sabroe/Ritzau/Scanpix via AP

Uma decisão histórica e sem margem para dúvidas: dois terços dos dinamarqueses votaram a favor da adesão à Política Comum de Defesa e Segurança da União Europeia.

A Dinamarca, reescreve a decisão tomada há quase 30 anos e que a deixava o país fora das decisões nesta matéria. O referendo é também uma vitória da primeira-ministra social-democrata.

Para Mette Frederiksen, com este resultado "a Dinamarca enviou um sinal muito importante" aos aliados na Europa e na NATO, mas também a Putin. A chefe do governo de Copenhaga diz que a decisão mostra que a resposta é a união, quando a Rússia "invade um país livre e ameaça a estabilidade na Europa".

A Dinamarca é fundadora da NATO e tinha escolhido manter a soberania em matéria de defesa no âmcito do tratado europeu de Maastricht. O referendo surge num contexto regional de mudança. Perante a guerra na Ucrânia, Finlândia e Suécia formalizaram a adesão à Aliança Atlântica.

A presidente da Comissão Europeia aplaudiu o resultado. Ursula von der Leyen considera que a decisão da Dinamarca é uma "forte mensagem de compromisso para com a segurança comum" da Europa.

Também nas redes sociais, a ministra alemã dos Negócios Estrangeiros considerou que a votação dinamarquesa é um passo que torna o coletetivo europeu "mais forte face aos movimentos tectónicos" atuais.

Com esta decisão, os dinamarqueses passam a poder participar nas discussões sobre Defesa e operações militares da União Europeia.