Ataque aéreo a Kharkiv faz vários mortos entre civis

Paramédicos transportam corpo de mulher morta em bombardeamento a Kharkiv, Ucrânia
Paramédicos transportam corpo de mulher morta em bombardeamento a Kharkiv, Ucrânia Direitos de autor Evgeniy Maloletka/Copyright 2022 The Associated Press. All rights reserved
De  Euronews com AP & AFP
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Vladimir Putin desafia o Ocidente, enquanto Ucrânia começa a pensar no regresso às aulas.

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Um ataque aéreo a Kharkiv, esta quinta-feira, fez pelo menos três mortos e cinco feridos, numa área residencial, daquela que é a segunda maior cidade ucraniana. De acordo com a polícia, todas as vítimas eram civis e o bombardeamento partiu de um sistema de lançamentos de mísseis de origem soviética operado pela Rússia.

A ofensiva de Moscovo é feita em várias frentes. Num ataque ao Ocidente, o presidente Vladimir Putin fez questão de, no mesmo dia, deixar uma mensagem em tom desafiador.

"Ouvimos muitas vezes que o Ocidente quer lutar contra nós até ao último ucraniano. É uma tragédia para o povo ucraniano, mas parece que está a ir nessa direção. Mas todos devem saber que, de uma maneira geral, ainda nem sequer começámos nada a sério. Ao mesmo tempo, não recusamos conversações de paz, mas aqueles que recusam deveriam saber que quanto mais tempo durar, mais difícil será fazer um acordo connosco", disse o chefe de Estado russo.

EUA reforçam apoio à Ucrânia

Em Kyev, Voldomyr Zelenskyy viu o apoio político dos Estados Unidos da América (EUA) reforçado pela presença bipartidária de dois senadores norte-americanos, Lindsey Graham, pelo Partido Republicano, e Richard Blumenthal, pelo Partido Democrata. 

O presidente ucraniano aproveitou o encontro para destacar a importância da ajuda dos EUA na implementação de um sistema de segurança que permita a mulheres e crianças regressar ao país e  estabeleceu uma meta, com base no início do ano escolar..

"Hoje sentimos realmente o apoio mais poderoso dos Estados Unidos da América. Hoje temos muitos desafios, tanto no campo de batalha como no sector civil, devido aos constantes ataques com mísseis às nossas infraestruturas civis, edifícios habitacionais, escolas, universidades. E para nós, a tarefa número um é fazer com que as mulheres com filhos possam regressar à Ucrânia até 1 de Setembro para que as crianças possam ir à escola", afirmou Zelenskyy. 

Agricultores ucranianos de volta às colheitas

Nos arredores de Kramatorsk, entre vestígios do conflito, começam as colheitas.

 A Rússia controla atualmente 22% dos terrenos agrícolas da Ucrânia, um dos principais fornecedores mundiais de cereais e óleos comestíveis. Dados dos EUA, indicam que, antes da guerra, a Ucrânia fornecia 46% do óleo de girassol, 9% do trigo, 17% da cevada, e 12% do milho comercializado nos mercados globais.

De acordo com investigadores do Programa de Colheitas da NASA, que recorre a dados de satélite americanos e europeus para estudar a produção global de alimentos, além do bloqueio aos portos ucranianos, o impacto da guerra nos campos e na mão-de-obra do país, pode vir a afetar gravemente o fornecimento global de bens alimentares.

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