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Sem água potável mesmo à beira da nascente

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De  Ljiljana Pavlovic, Euronews S´´ervia
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A fonte continua a ser a única forma de aceder a água potável para muitos habitantes de Prolom
A fonte continua a ser a única forma de aceder a água potável para muitos habitantes de Prolom   -   Direitos de autor  Euronews Serbia

Todos os dias, dezenas de camiões carregados com garrafas de água saem das instalações da fábrica de Prolom Spa. A água leva o nome da vila onde fica a nascente, mas os habitantes da localidade esperam há mais de 50 anos pelo acesso a água potável canalizada.

Sem uma rede de distribuição a funcionar, a fonte continua a ser a única solução.

Enquanto enche um garrafão de água, Dragoljub Stojković, residente de Prolom, explica que esta se destina a "beber e fazer a comida" e que para lavagens e rega existe água não potável "a chamada água técnica, que está junto à estrada."

Os banhos são feitos à moda antiga, muitas vezes com água aquecida ao sol em bacias.

Vesna Dimić conseguiu puxar um fio de água da nascente até ao quintal da sua casa. "Os vizinhos deixaram-me passar a mangueira no terreno deles por 300 metros, para beber e uso geral", conta-nos, acrescentando que não faz serventia à casa de banho, porque para isso seria "preciso uma pressão maior". 

Enquanto não existe uma resposta pública, vários particulares procuraram soluções mais ou menos caseiras para ter água nas torneiras. Lili Jankovski construiu uma pequena estação hídrica com a água da chuva.

"Este é o meu sistema e salva-me a vida", diz enquanto mostra a bomba e o sifão. "Podem ouvir como é barulhento e durante o inverno não tenho água durante vários dias ou semanas, porque congela. Mas esta é a única forma de ter água em casa," afirma.

A construção do depósito de água pública começou em 2015. No ano passado, deu-se início à rede de distribuição. Trabalhos que pararam ao fim de 20 dias, porque as máquinas esbarraram nas rochas.

Mesmo ao lado, o hotel das termas está quase sempre cheio e tem um sistema de abastecimento de água próprio. Um contraste com a aldeia que tem cerca de mil casas e onde apenas 200 estão ocupadas. A falta de água canalizada leva os habitantes a procurar outros locais para viver.

Lili Jankovski é uma das resistentes e não tem dúvidas: "Há cada vez menos gente, porque os idosos não podem transportar água, subindo e descendo 200 degraus. Gostaria de saber se existe uma situação na Europa em que, ao lado da fábrica de água, as pessoas não têm abastecimento de água. Não creio que exista."