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Putin alerta para "catástrofe iminente" em Zaporíjia

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De  Ricardo Figueira
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Central nuclear de Zaporíjia, na Ucrânia
Central nuclear de Zaporíjia, na Ucrânia   -   Direitos de autor  AP

Vladimir Putin quer uma intervenção da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) na central nuclear de Zaporíjia, na Ucrânia, com a "maior brevidade", segundo disse esta sexta-feira ao presidente francês Emmanuel Macron. Na troca de palavras entre os dois chefes de Estado, divulgada pelo Eliseu, Putin alertou ainda para a iminência de "uma catástrofe de grandes dimensões" na central, se continuarem os bombardeamentos pelos quais culpa a Ucrânia.

A central nuclear de Zaporíjia está no centro, não só dos combates do terreno, como da mais recente guerra de palavras entre a Rússia, a Ucrânia e as instituições internacionais.

Enquanto Kiev e Moscovo se acusam mutuamente de ataques que podem ter consequências catastróficas e causar um acidente nuclear. As Nações Unidas exigem uma desmilitarização da zona, mas a Rússia rejeita. Diz que "retirar as tropas de Zaporíjia iria desproteger a central" e torná-la vulnerável ao que diz serem "ataques terroristas", nas palavras do representante permanente da Rússia na ONU, Vassili Nebezya.

Retirar as tropas de Zaporíjia iria desproteger a central e torná-la vulnerável a ataques terroristas.
Vassili Nebezya
Representante permamente da Rússia na ONU

A necessidade de desmilitarizar a central e permitir a entrada de inspetores da Agência Internacional da Energia Atómica foi reafirmada esta quinta-feira pelo secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, em Lviv, num encontro com os presidentes da Ucrânia e da Turquia.

Tal como reafirmado esta sexta-feira por Putin, a Rússia aceita uma missão da AIEA na central, mas impõe condições. O representante permanente de Moscovo nas Instituições Internacionais em Viena, Mikhail Ulyanov, diz que "é cedo para falar das modalidades da missão e isso está ainda em discussão - pontos como o número de pessoas envolvidas, a duração da missão ou as tarefas que os enviados vão executar".

Também o secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, exige uma missão para inspecionar a central. O lado ucraniano aceita a proposta, a chave está agora nas negociações com Moscovo.