A febre dos cromos de futebol

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De  euronews  com AFP
Há quem espere horas em filas para conseguir comprar as saquetas com os almejados cromos.
Há quem espere horas em filas para conseguir comprar as saquetas com os almejados cromos.   -   Direitos de autor  AFP

O futebol apaixona milhões de pessoas em todo o mundo, mas em especial na América Latina.

Na Argentina, por exemplo, milhares de pessoas cometem verdadeiras loucuras para completar a caderneta de cromos do Mundial de Futebol que se realiza de 20 de novembro a 18 de dezembro no Qatar.

Há quem espere horas em filas para conseguir comprar as saquetas com os almejados cromos.

"Cheguei às 05:00 da manhã e venho sempre. Há uns tempos descobri que vendem aqui cromos. É um dos poucos lugares que ainda conseguem porque não estão disponíveis em lado nenhum e em nenhuma parte do país. E aqui eles vendem-nos pelo preço normal. Em outros lugares, eles vendem-nos muito mais caros e, mesmo assim, não se consegue comprá-los", afirma uma reformada de 68 anos.

Num país onde a inflação ronda os 80%, os argentinos parecem não se importar de apertar o cinto desde que consigam completar a caderneta.

A febre dos cromos não é exclusiva da Argentina.

No Brasil, na cidade de São Paulo, dezenas de pessoas reunira-se no Museu do Futebol para trocarem cromos.

Mas há também quem compre. Os cromos do brasileiro Neymar chegam a ser vendidos na internet por mais de 650€, quase o valor de três ordenados mínimos do Brasil.