"Foi tudo mau": O desabafo dos moradores de Lyman sobre ocupação russa

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De  Euronews
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AFP   -   Direitos de autor  Yasuyoshi CHIBA / AFP

As forças ucranianas continuam a tentar ganhar terreno, nas zonas anexadas pela Rússia. Em Kherson, os confronto entre exércitos deixaram a cidade destruída. Em Lyman, que foi entretanto recuperada pelas tropas ucranianas, há várias zonas sem eletricidade, gás e água.

Além da falta de condições, o exército de Putin deixou para trás minas, o que obriga ao máximo de cuidado. Os moradores deste que era o principal bastião russo, no norte da província de Donetsk, fazem agora fila para comer e receber ajuda médica.

Valentyna Savytska, moradora em Lyman, diz que as semanas de ocupação russa foram más: "Foi tudo mau. Não aguento mais os fascistas russos", diz. "Eles trouxeram as bandeiras mas nós não precisávamos disso. (...) Odiei tudo.", desabafa a ucraniana de 69 anos. 

Igor Ugnivenko, chefe de polícia de Lyman, afirma que, agora que as autoridades da Ucrânia regressaram à cidade, vão ajudar as pessoas a construir uma vida pacífica.

Mas pode ser tarde. Gelyna Gladkostop, de 72 anos, queixa-se que não tem janelas em casa e que o inverno está a chegar. "Quem é que bombardeou a minha casa? Os russos ou os nossos? E agora o inverno está chegar.", pergunta, preocupada com as baixas temperaturas, normais na Ucrânia já por esta altura. 

Apesar dos avanços ucranianos, para Putin, é oficial que Donetsk, Luhansk, Kherson e Zaporíjia são agora parte da Rússia.

O Kremlin emitiu os decretos de anexação das quatro regiões, onde especifica também que a central nuclear de Zaporíjia faz parte da lista de ativos federais da Rússia.

Nas discussões de quem fica com o quê, na Rússia, os homens despedem-se das famílias e avançam para a frente de guerra.