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Rússia regressa ao "acordo dos cereais" após conversa entre Erdogan e Putin

Recep Tayyp Erdogan e Vladimir Putin num encontro ocorrido a 13 de outubro
Recep Tayyp Erdogan e Vladimir Putin num encontro ocorrido a 13 de outubro Direitos de autor Vyacheslav Prokofyev, Sputnik, Kremlin Pool Photo via AP/Arquivo
Direitos de autor Vyacheslav Prokofyev, Sputnik, Kremlin Pool Photo via AP/Arquivo
De  Francisco Marques
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Kremlin terá obtido garantias escritas da Ucrânia e, após contactos com a Turquia, decidiu retomar o plano das exportações de cereais pelo Mar Negro

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O Kremlin terá obtido garantias escritas de Kiev, através da Turquia, e as exportações de cereais foram retomadas esta quarta-feira, revelou o Presidente da Turquia, após uma conversa telefónica na terça-feira com o homólogo russo.

"Depois da nossa conversa telefónica de ontem com Putin, a partir do meio dia de hoje, os embarques de cereais vão continuar como planeado", afirmou Recep Tayyp Erdogan, numa reunião do respetivo partido, o AK ou partido da Justiça e Desenvolvimento, citada pela agência turca Anadolu.

O líder turco antecipou ainda uma outra conversa telefónica prevista para esta quarta-feira com o Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskyy.

Na Rússia, a agência TASS divulgou um comunicado do ministro da Defesa Sergei Shoigu a confirmar o retomar do acordo de cereais celebrado com a ONU e, de forma indireta, com a Ucrânia.

"Foi possível obter as necessárias garantias escritas por parte da Ucrânia sobre a não utilização para operações militares contra a Federação russa dos corredores humanitários e dos portos ucranianos, no interesses da exportação de produtos agrícolas. A Federação russa acredita que as garantias recebidas de momento parecem ser suficientes e vai, por isso, retomar a implementação do acordo", lê-se.

Shoigu terá assegurado ainda que este regresso do Kremlin ao "acordo dos cereais", se fica a dever à intermediação da ONU e da Turquia.

O governo russo havia decidido suspender o acordo tripartido com a Ucrânia e as Nações Unidas na sexta-feira, na sequência de um alegado ataque ucraniano com drones aéreos e aquáticos contra a frota naval russa na península da Crimeia, anexada unilateralmente pelo Kremlin desde 2014.

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