Nicola Sturgeon: "Westminster não silencia o povo escocês"

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De  Euronews
Manifestantes independentistas em Edimburgo, capital da Escócia
Manifestantes independentistas em Edimburgo, capital da Escócia   -   Direitos de autor  Jane Barlow/AP

Os defensores da independência da Escócia não tencionam baixar os braços.

Apesar de o Supremo Tribunal ter decidido que o país não tem direito a realizar um referendo sem a autorização do governo britânico, a primeira-ministra escocesa, Nicola Sturgeon, mantém a determinação e afirma: "Agora o _establishment _Westminster pode pensar que pode bloquear um referendo, mas deixem-me ser claro, estou certo de que em vosso nome; hoje nenhum poder estabelecido, Westminster ou não, irá alguma vez silenciar a voz do povo escocês".

Sturgeon disse que o Partido Nacional Escocês vai utilizar as eleições britânicas previstas para 2025 como um referendo "de facto".

O partido vai realizar uma conferência de Ano Novo para preparar uma nova campanha de impulso ao referendo.

No Twitter a chefe do governo escocês reagiu assim:

Londres recusa autorizar o voto, alegando que a questão ficou resolvida com o referendo de 2014, onde o não à independência ganhou com 55% dos votos.

Os independentistas têm agora maioria no parlamento regional da Escócia e alegam que o Brexit alterou completamente o panorama político e económico do Reino Unido.

A Escócia e a Inglaterra têm estado politicamente unidas desde 1707. A Escócia tem o seu próprio parlamento e governo desde 1999 e faz as suas próprias políticas em matéria de saúde pública, educação e outros assuntos. O governo do Reino Unido em Londres controla assuntos como a defesa e a política fiscal.

O movimento independentista escocês intensificou-se com a saída do Reino Unido da União Europeia. O Brexit tornou-se um argumento de peso. O Partido Nacional Escocês tem como meta, não só a independência do território, mas também a adesão da Escócia à União Europeia.