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Encontrar sobreviventes é cada vez mas difícil na Turquia e na Síria

Imagens recuperadas dos escombros de um edifício destruído durante terramoto são colocadas num para-brisas de um carro em Antakya, no sudeste da Turquia
Imagens recuperadas dos escombros de um edifício destruído durante terramoto são colocadas num para-brisas de um carro em Antakya, no sudeste da Turquia Direitos de autor Bernat Armangue/Copyright 2023 The AP. All rights reserved.
Direitos de autor Bernat Armangue/Copyright 2023 The AP. All rights reserved.
De  Euronews
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Equipas mantêm-se no terreno apesar de cada vez menos encontrarem sobreviventes. Na Síria população sem ajuda diz-se "abandonada".

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As noites frias que por esta altura se fazem sentir tanto na Síria como na Turquia vão arrefecendo as esperanças de encontrar mais sobreviventes.

Na cidade turca de Kahramanmaras, até uma equipa de televisão com uma câmara térmica ajuda a procurar sinais de vida nos escombros.

Mas do entulho são retirados cada vez mais corpos. O balanço oficial dos dois país aponta para mais de 35 mil mortos. Pelas contas da ONU esse número estará acima dos 50 mil.

No terreno que já foi de buscas, a s máquinas entram em ação onde as equipas creem já não haver sobreviventes.

Também em Hatay, devastada pelos sismos de há uma semana, a esperança de encontrar gente com vida se vai desvanecendo à medida que os dias passam.

"Depois do terramoto, nos primeiros três dias, ouvimos sons vindos dos escombros, mas agora não ouvimos nada. Ninguém está vivo", conta uma habitante local.

Confrontos na Síria impedem chegada de ajuda

A catástrofe na Síria toma proporções redobradas quando as próprias Nações Unidas reconhecem estar “a falhar com a população”. No país, os sobreviventes dizem-se “abandonados”.

Após 12 anos de guerra, os recursos são escassos e a ajuda que devia estar a chegar encontra-se retida, refém do confronto entre o governo sírio e os rebeldes que detêm os territórios afetados pelos sismos.

Alaa Moubarak, chefe da defesa civil de Jableh, diz que "há 12 ou 13 anos" que não recebem "nenhum equipamento novo nas forças de defesa civil, nem sequer tochas". A chegada de bens, afirma, poderia ter mudado o desfecho para muitas vítimas dos terramotos. "Não temos nada, se tivéssemos equipamento podíamos ter resgatado centenas de vítimas ou mesmo mais".

O Hezbollah libanês enviou este domingo uma caravana de 23 camiões com comida e ajuda médica para a província de Latakia, reduto do Presidente sírio e aliado do grupo Bashar al-Assad.A ajuda é preciosa para pelo menos alimentar a esperança de vida entre sobreviventes.

Apesar de as contagens de mortes resultantes dos sismos de há uma semana estarem a ser constantemente revistas, a Síria mantém há dias o mesmo número de óbitos. Sem equipas internacionais de ajuda no terreno, a falta de atualização dos números deixa antever uma realidade bastante mais dramática que a revelada pelas autoridades locais.

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