Seis acusados pela morte de 18 pessoas num camião na Bulgária

Camião abandonado que transportava 52 migrantes, dos quais 18 morreram, perto de Sófia, Bulgária
Camião abandonado que transportava 52 migrantes, dos quais 18 morreram, perto de Sófia, Bulgária Direitos de autor Procuradoria-geral da Bulgária/AFP
De  Euronews
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Veículo transportava mais de 50 migrantes escondidos em compartimentos criados para o propósito.

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A polícia búlgara deteve, este sábado, cinco pessoas pela morte de 18 migrantes num camião abandonado perto de Sófia. Um sexto acusado conseguiu fugir do país e é agora alvo de um mandado europeu de captura.

No veículo, que deveria transportar madeiras, estavam 52 pessoas para entrar na Europa de forma ilegal. Todas as vítimas mortais, entre as quais uma criança, morreram de asfixia dentro de um compartimento construído para ficarem escondidas.

O desfecho trágico foi potenciado pelas condições de transporte. De acordo como o responsável pelo Serviço Nacional de Investigação, Borislav Sarafov, os traficantes "prepararam o esconderijo, forrando-o a papel de alumínio para evitar que o raio-x detetasse calor humano.“

Numa conferência de imprensa, o ministro búlgaro da Saúde, Asen Medzhidiev, revelou que, até ao final do dia, 19 pessoas permaneciam hospitalizadas e oito tinham tido alta. "A maioria estava alojada na Agência Estatal para Refugiados", acrescentou.

As autoridades classificaram o sucedido como “a pior tragédia migratória” do país.

Migrantes pagaram milhares de euros

A Bulgária encontra-se na rota do tráfico de migrantes, que tem normalmente como destino final o Reino Unido, a Alemanha e França

Segundo a agência de notícias de Sófia, por uma passagem, cada migrante paga entre 6.000 e 7.000 euros, através do método hawala, um sistema financeiro informal difícil de rastrear e por isso muito popular entre traficantes. 

Os motoristas recebem 100 euros por cada migrante transportado. Já o líder da operação cobra entre 500 e 1000 euros por pessoa.

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