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Psicólogos ajudam crianças ucranianas a "esquecer" o terror da guerra

Psicólogos ajudam as crianças ucranianas a ultrapassar os traumas da guerra.
Psicólogos ajudam as crianças ucranianas a ultrapassar os traumas da guerra. Direitos de autor Euronews
Direitos de autor Euronews
De  Stefanie Palma GuerreiroValérie Gauriat
Publicado a Últimas notícias
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Em Kiev, psicólogos conduzem sessões de grupo, todos os sábados, e tentam ajudar os mais novos a esquecer os sons da guerra.

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Na capital ucraniana, psicólogos conduzem sessões de grupo, no centro criado pela ONG Vozes das Crianças. Numa rua calma da capital ucraniana, os profissionais tentam ajudar os mais novos a esquecer os sons da guerra.

Iryna Zhadik, psicóloga, começou por explicar que tentam criar "uma espécie de mundo de conto de fadas, durante uma hora, numa atmosfera onde as crianças estão livres do stress".

Tudo se resume a aliviar a pressão psicológica".
Iryna Zhadik
Psicóloga

Para além das sessões de grupo, os psicólogos também dão aconselhamento individual. A principal preocupação de Ganna, de 13 anos,é o futuro.

"Tudo está, de alguma forma, obscuro e não sei como vou planear o meu futuro. Não consigo planear nada. Sei que algo pode cair perto da minha casa a qualquer momento porque eu vivo entre duas bases militares, referiu, em entrevista à Euronews, mostrando-se apreensiva.

Os psicólogos que trabalham neste centro foram obrigados a deslocar-se do leste do país, região devastada pela guerra.

Ser deslocado apenas "aumenta a angústia", diz Liudmyla Romanenko, também psicóloga, que se refugiou em Kiev com o filho Nazar, depois de ter fugido da região de Luhask.

Casos de depressão aumentam, especialmente em áreas sob ocupação russa

Liudmyla Romanenko referiu ainda que tem existido um aumento substancial de pessoas que procuram consultas de psicologia, especialmente desde o outono.

Os casos de depressão estão a aumentar".
Liudmyla Romanenko
Psicóloga

A profissional realça que o facto de se ter assinalado o marco de um ano de guerra também tem influência para o agravar deste estado psicológico. "Chamamos-lhe a ‘síndrome do Aniversário’. Sabemos que é o aniversário da invasão, mas não vemos a luz ao fundo do túnel", salientou ainda.

Nazar Romanenko, filho de Liudmyla, diz que o seu maior sonho é regressar a Luhansk, no leste do país. "O meu maior sonho é voltar para casa. Que a Ucrânia seja livre. Que a Rússia... morra. O meu sonho é voltar para casa. Tenho muitas saudades de casa. Isto é muito doloroso para a minha alma, para a minha mente", disse, mostrando-se triste com o arrastar da guerra.

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