"Parem os barcos": Governo britânico quer travar imigração no Reino Unido

Primeiro-ministro britânico, Rishi Sunak, na apresentação do plano para impedir a entrada de migrantes no Reino Unido
Primeiro-ministro britânico, Rishi Sunak, na apresentação do plano para impedir a entrada de migrantes no Reino Unido Direitos de autor Leon Neal/Pool Photo via AP
De  Euronews
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Oposição e organizações humanitárias acusam o executivo de Rishi Sunak de querer violar o direito internacional ao comprometer a garantia de direitos humanos a migrantes.

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O governo britânico apresentou um plano para impedir a entrada de migrantes que chegam ao Reino Unido em pequenos barcos para pedir asilo e, perante as críticas, recusa estar a violar o direito internacional.

A oposição e organizações humanitárias temem a criminalização de refugiados e acusam o executivo de Rishi Sunak de estar a violar as convenções que garantem aos migrantes o respeito por direitos humanos.

Num comunicado de imprensa, o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (UNHCR) acusou o projeto de lei britânico de representar "uma interdição de asilo" e constituir uma "clara violação da Convenção relativa ao estatuto dos Refugiados".

Mas, numa entrevista ao canal Sky News, a secretária de Estado britânica para os Assuntos Internos, Suella Braverman, refutou as acusações.

"Não estamos a infringir a lei. E nenhum representante do governo disse que estamos a infringir a lei. Na verdade, deixámos bem claro que acreditamos estarmos a cumprir todas as nossas obrigações internacionais. Precisamos de tomar medidas compassivas, mas necessárias e justas, porque há pessoas que estão a morrer ao tentarem chegar aqui. Estão a infringir as nossas leis, estão a abusar da generosidade do povo britânico".

O "combate à imigração ilegal" tinha já sido assumido como uma das prioridades do atual executivo britânico, que estima que, em 2023, mais de 80 mil pessoas tentem entrar sem documentação no Reino Unido

Agora, de acordo com o plano de Sunak, quem chegar por barco será detido e em menos de um mês enviado para o país de origem, ou um outro “país seguro, como o Ruanda”.

Esta não é a primeira vez que o governo britânico revela a intenção de deportar pessoas para o país africano, tendo já sido travado pelos tribunais.

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