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Ativista Vladimir Kara-Murza julgado por alta traição em tribunal de Moscovo

Vladimir Kara-Murza foi detido em abril de 2022
Vladimir Kara-Murza foi detido em abril de 2022 Direitos de autor AP/Copyright 2023 The AP. All rights reserved.
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De  Euronews
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Jornalista e opositor russo arrisca pena de até 20 anos de prisão

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Uma farsa mascarada de legalidade, dizem os críticos. Acusado de alta traição, entre outros alegados crimes, o jornalista e ativista russo Vladimir Kara-Murza, de 41 anos, começou, esta segunda-feira, a ser julgado num tribunal de Moscovo à porta fechada.

O principal crime: criticar publicamente as autoridades russas e lutar por uma Rússia livre de Vladimir Putin.

Kara-Murza foi detido em 2022 por denunciar a ofensiva russa na Ucrânia nas redes sociais e acusado de "divulgar informações falsas” sobre o exército russo, um crime punível com dez anos de prisão.

Os serviços secretos russos (FSB) consideram que o jornalista e ativista político coopera "há muito tempo com um dos países da NATO."

O advogado de Murza, Vladimir Prokhorov, fala num julgamento com motivações políticas: “é óbvio que as autoridades russas decidiram realizar o julgamento de Kara-Murza a uma velocidade cósmica, o mais rápido possível. A próxima audiência é já na quinta-feira, 16 de março, e infelizmente não há dúvidas em relação ao veredicto final."

No Parlamento Europeu, o eurodeputado Guy Verhofstadt, do grupo Renovar a Europa, também criticou os métodos repressivos do Kremlin e lembrou outras vítimas: “penso que o Parlamento, durante esta sessão, tem de apoiar os opositores e voltar a colocar em cima da mesa a libertação de Alexei Navalny e de todos os presos políticos, uma vez que o russo Vladimir Kara-Murza está na prisão. Alexei Gorinov e muitos outros também foram presos por falar contra a guerra na Ucrânia."

Kara-Murza é um ativista de educação ocidental que foi um colaborador próximo de Boris Nemtsov, o líder da oposição russa assassinado perto do Kremlin em 2015.

Murza arrisca uma pena de 20 anos de prisão ou mais se for considerado culpado de vários crimes.

A mulher, Yevguenia, recorreu à rede social Twitter para se manifestar.

"Por ser um verdadeiro patriota russo, é acusado de traição devido à sua incansável luta por uma Rússia sem Putin”, sublinhou.

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