Donald Trump comparece no tribunal de Miami, na Flórida

Milhares de pessoas vão apoiar Donald Trump junto ao tribunal de Miami
Milhares de pessoas vão apoiar Donald Trump junto ao tribunal de Miami Direitos de autor Gerald Herbert/Copyright 2023 The AP. All rights reserved.
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Donald Trump prepara-se para uma histórica ida a tribunal, na primeira vez que um ex-presidente enfrenta acusações federais, nos Estados Unidos.

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As acusações contra Donald Trump envolvem o tratamento incorreto de ficheiros de segurança nacional, incluindo segredos nucleares. É acusado de ter acumulado ilegalmente documentos confidenciais e de ter impedido a sua entrega quando foi solicitada

São 37 as acusações relacionadas com a Lei da Espionagem.

As autoridades de Miami preparam-se para a afluência de uma mulidão de até 50 mil pessoas junto do tribunal de Miami, na Florida,  para apoiar o ex-presidente. A segurança na cidade está a ser reforçada.

Antes da sua acusação, Trump aumentou a retórica, chamando ao juiz "louco" e à equipa de procuradores "bandidos" e pediu aos seus apoiantes que se juntem numa ação de protesto no tribunal de Miami, dizendo: "Precisamos de força no nosso país agora". 

Segurança reforçada em Miami

O chefe do Departamento de Polícia de Miami, Manuel Morales, Departamento de Polícia de Miami declarou: "Não se enganem, estamos a levar isto, este acontecimento, extremamente a sério. Sabemos que existe a possibilidade de as coisas tomarem um rumo pior, mas essa não é a maneira de ser de Miami."

Linda Gonzalez, uma apoiante de Donald Trump afirma: "Eu diria ao Presidente Trump que há milhões e milhões de nós aqui fora e amanhã, esperem só:  vamos inundar Miami para o apoiar"

William Guardiola, que também apoia o ex-presidente diz: "Tudo isto tem sido uma farsa. Nem sequer faz sentido. São apenas duas formas diferentes de... o sistema judicial aqui é tão corrupto..."

É a segunda vez este ano que Donald Trump é acusado de um crime.

O ex-presidente rejeitou como "ridícula e sem fundamento" a acusação de várias páginas divulgada pelo Departamento de Justiça após meses de investigação por um procurador especial e negou ter cometido qualquer irregularidade.

Numa entrevista a um programa de rádio de língua espanhola em Miami, ele apresentou queixas contra a acusação, ao mesmo tempo que acusou a administração Biden de usar as agências de aplicação da lei contra ele.

No sábado, nas suas primeiras aparições públicas desde que as acusações foram apresentadas, Trump, que tenta recandidatar-se à presidência em 2024, disse que o caso equivalia a uma "interferência eleitoral" por parte do FBI e do departamento de justiça "corruptos".

Obstrução ao inquérito do FBI

O antigo presidente comparecerá em tribunal juntamente com um assessor próximo, Walt Nauta, que foi acusado pelo mesmo grande júri na Florida.

Nauta enfrenta seis acusações criminais relacionadas com a alegada manipulação de documentos de segurança nacional. 

A acusação de 37 crimes apresentada na semana passada surge depois de, em agosto, terem sido encontrados mais de 100 documentos com marcas de confidencialidade na estância privada de Trump na Florida, em Mar-a-Lago.

Os procuradores federais acusam o republicano de reter ilegalmente documentos, armazenando alguns num salão de baile e num chuveiro em Mar-a-Lago e de se envolver numa conspiração com um assessor para obstruir as tentativas do governo de os recuperar.

Os documentos continham alegadamente informações sobre as capacidades de defesa e de armamento dos Estados Unidos e de países estrangeiros, bem como planos para possíveis retaliações em resposta a um ataque estrangeiro.

Segundo a acusação, Trump tentou obstruir o inquérito do FBI sobre os ficheiros desaparecidos, sugerindo ao seu advogado que os "escondesse ou destruísse", ou que dissesse aos investigadores que não os tinha.

Os juristas afirmam que as acusações criminais podem levar a uma pena de prisão substancial se Trump for condenado. Trump prometeu continuar a sua campanha para presidente independentemente do veredicto.

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