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Rússia desloca frota do Mar Negro da Crimeia para Krasnodar e para a Abecásia

Foto de parte da frota russa do Mar Negro divulgada em julho de 2023
Foto de parte da frota russa do Mar Negro divulgada em julho de 2023 Direitos de autor Ministério da Defesa da Rússia via AP
Direitos de autor Ministério da Defesa da Rússia via AP
De  Francisco Marques
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Ministro do Reino Unido alerta para uma alegada nova estratégia russa de reprimir a exportação de cereais ucranianos, mas há quem receie uma nova anexação militar pelo Kremlin

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A Rússia está a deslocalizar pelo menos parte da respetiva frota de guerra do Mar Negro de Sebastopol, na Crimeia, para a cidade de Novorossisk, em Krasnodar, mas também em breve para a Abecásia, a região separatista protegida pelo Kremlin, no norte da Geórgia.

O secretário do Conselho de Segurança do governo auto-determinado independente da Abecásia, reconhecido por Rússia, Venezuela, Nicarágua e Síria, mas não pela maioria das Nações Unidas, disse à agência Tass que a base naval russa no porto de Ochamchira está prevista no acordo entre esta controversa república autónoma e o Kremlin.

O projeto dessa base naval permanente da Rússia na Abecásia tinha ficado acordado em 2010, revelou um porta-voz do Ministério da Defesa da Rússia à mesma agência.

A mesma fonte afirmou que as obras da nova base naval permanente da Rússia na Abecásia deverão arrancar no final deste mês de outubro.

Sobre a deslocação de muitos navios militares russos da Crimeia para Krasnodar, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, escusou-se a comentar, alegando ser uma informação da competência do Ministério da Defesa.

As movimentações navais russas no Mar Negro acontecem após uma série de ataques ucranianos bem sucedidos contra a frota e o quartel-general russos em Sebastopol.

Mas há quem veja nestas movimentações a preparação da Rússia de uma nova estratégia militar para o Mar Negro.

O ministro britânico dos Negócios Estrangeiros cita documentos secretos desclassificados e alega que "a Rússia pode estar a colocar minas marítimas para reprimir a circulação de navios civis no Mar Negro".

James Cleverly acusa Putin de querer "impedir a entrega de cereais aos mais necessitados no mundo" e sublinha que "o mundo está a ver".

Mas há também quem receie que o Kremlin esteja apenas a preparar um assalto para anexar a Abecásia como tentou fazer também com partes da Ucrânia.

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