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Hospitais em Gaza "a caminhar para um desastre absoluto"

Doentes e cadáveres partilham o mesmo espaço num hospital em Rafah, na Faixa de Gaza
Doentes e cadáveres partilham o mesmo espaço num hospital em Rafah, na Faixa de Gaza Direitos de autor SAID KHATIB/AFP or licensors
Direitos de autor SAID KHATIB/AFP or licensors
De  Euronews com AP/AFP
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Milhares de pessoas, quase sem comida e sem água, procuram um lugar seguro à espera da anunciada ofensiva israelita

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Os palestinianos na Faixa de Gazal otaram hospitais e escolas esta segunda-feira, à procura de abrigo, mesmo com pouca comida e água. Mais de um milhão de pessoas fugiram das suas casas antes de uma possível ofensiva israelita por terra, com o objetivo de destruir o Hamas, depois de os seus combatentes terem invadido o sul de Israel.

Os hospitais em Gaza entraram em sobrecarga logo após a ofensiva israelita; agora sem abastecimento de alimentos essenciais, medicamentos, água e quase sem combustível para gerar eletricidade, dizem estar à beira do colapso.

Não podem transferir doentes para zonas mais seguras e são agora procurados por milhares como refúgio.

"Há milhares, se não dezenas de milhares de pessoas que procuraram refúgio no hospital, nos terrenos, mas também dentro do hospital, nas escadas, nos corredores, nas enfermarias, entre as camas dos pacientes. A não ser que haja um corredor humanitário para abastecer os hospitais e evacuar os feridos, a não ser que cessem os bombardeamentos, então este lugar está a caminhar para um desastre absoluto," revela Ghassan Abu Settah, dos Médicos Sem Fronteiras.

Os hospitais de Gaza devem ficar sem combustível para os geradores nas próximas 24 horas, pondo em perigo a vida de milhares de doentes, segundo a ONU. A única central eléctrica de Gaza foi encerrada por falta de combustível depois de Israel ter vedado completamente o corredor de acesso com 40 quilómetros de comprimento.

A mais mortífera das cinco guerras de Gaza

Segundo o Ministério da Saúde de Gaza, 2.670 palestinianos foram mortos e 9.600 ficaram feridos desde o início dos combates, mais do que na guerra de 2014 em Gaza, que durou mais de seis semanas. Com este balanço, esta é já a mais mortífera das cinco guerras de Gaza.

Mais de 1.400 israelitas morreram, a grande maioria civis mortos no ataque do Hamas a 7 de outubro. Os militares israelitas afirmaram na segunda-feira que pelo menos 199 reféns foram recuperados em Gaza, um número superior às estimativas anteriores. O exército não especificou se esse número inclui estrangeiros.

Israel ordenou a mais de um milhão de palestinianos - quase metade da população do território - que se deslocassem para o sul de Gaza. Os militares dizem que estão a tentar afastar os civis antes de uma grande campanha contra o Hamas no norte, onde, segundo eles, os militantes têm extensas redes de túneis e lançadores de foguetes.

Pelo terceiro dia, as forças armadas israelitas anunciaram um corredor seguro para as pessoas se deslocarem de norte a sul entre as 8h00 e o meio-dia. Segundo as autoridades israelitas, mais de 600.000 pessoas já saíram das suas residências.

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