Sderot, uma cidade israelita fantasma junto à fronteira com Gaza

Alguns dos israelitas que abandonaram a cidade de Sderot, no domingo, 15 de outubro de 2023
Alguns dos israelitas que abandonaram a cidade de Sderot, no domingo, 15 de outubro de 2023 Direitos de autor Ariel Schalit/AP
De  Valérie Gauriat
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Quase todos os 30 mil habitantes desta pequena cidade partiram para um destino mais seguro. A Euronews foi ouvir os poucos que ficaram

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As ruas da cidade israelita de Sderot, a menos de um quilómetro da fronteira com Gaza, ficaram desertas após o ataque da semana passada do Hamas.

Grande parte dos 30.000 habitantes da cidade foi retirada para zonas seguras.

As equipas dos serviços de emergência médica israelitas estão entre os que ficaram e as sirenes a sinalizar ataques de mísseis fazem parte da rotina. 

Assim que soa o alarme, todos procuram abrigo.

"Este é um novo trauma. Sabemos o que é ouvir o alarme todos os dias, a todas as horas. Saímos, vamos para o abrigo e voltamos à nossa atividade. Mas isto [o ataque do Hamas de 7 de outubro] foi outra coisa. Sábado, 6 horas da manhã. Terroristas a tirarem-te da tua cama; em tua casa!" diz 00.35 Jonathan Jolodenco, socorrista.

Tova Turjeman e o marido Ashar estão à varanda num edifício de construção recente e que agora está quase vazio. São os únicos que ficaram para trás.

Valerie Gauriat (VG): Não quer ir embora?

Tova Turjeman (TT): Não

VG: Porquê?

TT: Para onde, e o que é que isso me vai dar? Este é o meu lugar. Tenho um abrigo, tenho a minha roupa, tenho tudo aqui. Não preciso de ir a lado nenhum. E o meu marido também está aqui.

Mark Azedaiev, comerciante, também decidiu ficar.

**VG: É a única loja que ainda está aberta nesta zona. Porque é que está aberta?
**

MA: Quando faço alguma coisa pelos outros, mesmo que seja só um bocadinho, isso dá-me um objetivo, é por isso que a mantenhou aberta. Vamos lutar. Esta é a nossa única casa. Não temos outro sítio no mundo para onde ir. Só este lugar".

Há uma atmosfera muito sobria em Sderot que só é interrompida pelo som de drones, aviões de guerra e o que parece ser morteiros disparados em direção à faixa de Gaza.

Os que ainda se encontram na cidade sustêm a respiração na expetativa da anunciada ofensiva terrestre sobre a faixa de Gaza

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