Ultranacionalistas na rua no 105º aniversário da independência da Polónia

40.000 nacionalistas desfilaram em Varsóvia no dia da restauração da independência
40.000 nacionalistas desfilaram em Varsóvia no dia da restauração da independência Direitos de autor Czarek Sokolowski/Copyright 2023 The AP. All rights reserved
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Milhares de apoiantes da extrema-direita aproveitaram o momento para marcar posição contra o governo europeísta

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105 anos da restauração da independência. A Polónia assinalou este sábado com pompa o momento em que recuperou o controlo das fronteiras, depois do colapso do Império russo. Para lá das cerimónias oficiais, a capital polaca foi palco de uma manifestação nacionalista.

Dezenas de milhares de pessoas percorreram Varsóvia, numa marcha organizada pela extrema-direita. Os participantes transportaram bandeiras brancas e vermelhas da Polónia e lançaram petardos enquanto caminhavam entre o centro da cidade e o Estádio Nacional.

A Marcha da Independência, que se realiza anualmente no dia 11 de novembro, tem vindo a dominar a cobertura noticiosa devido ao facto de ser, cada vez mais, marcada por slogans xenófobos e violência.

De acordo com as autoridades polacas, a manifestação deste ano contou com a participação de cerca de 40.000 pessoas e decorreu de forma pacífica.

A recente vitória dos partidos europeístas nas eleições parlamentares polacas não trava as ambições do partido do presidente Andrzej Duda. no mês passado, os eleitores compareceram em grande número para abraçar partidos centristas, conservadores moderados e de esquerda, após oito anos de governo de um partido conservador nacionalista que estava em desacordo com a União Europeia.

O partido de extrema-direita Confederação, que está ideologicamente ligado à Marcha da Independência, obteve apenas 18 lugares no Sejm, o parlamento polaco com 460 lugares. Entretanto, o Lei e Justiça, o partido nacionalista de direita do presidente no poder, cujos líderes se juntaram à marcha no passado, obteve o maior número de votos, mas ficou aquém da maioria parlamentar.

Donald Tusk, o candidato da coligação vencedora ao cargo de primeiro-ministro, apelou à unidade nacional numa mensagem publicada nas redes sociais.

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