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Donald Tusk promete trazer a Polónia "de volta" à UE

O líder da oposição polaca, Donald Tusk (à esquerda), reuniu-se com a Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen (à direita), em Bruxelas, na manhã de quarta-feira.
O líder da oposição polaca, Donald Tusk (à esquerda), reuniu-se com a Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen (à direita), em Bruxelas, na manhã de quarta-feira. Direitos de autor European Union, 2023.
Direitos de autor European Union, 2023.
De  Jorge Liboreiro
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Artigo publicado originalmente em inglês

O líder da oposição, Donald Tusk, prometeu trazer a Polónia de volta ao "palco europeu" e desbloquear mais de 35 mil milhões de euros em fundos europeus, na sua primeira visita à Comissão Europeia desde as eleições legislativas de 15 de outubro.

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"Estou na sede da Comissão Europeia para acelerar o processo de regresso à cena europeia. Estamos plenamente convictos de que esta é a vontade dos eleitores polacos", afirmou, ao lado da presidente do executivo comunitário, Ursula von der Leyen, quarta-feira, em Bruxelas.

"O mundo inteiro viu que a democracia, o Estado de direito e a liberdade estão de novo na moda e os polacos contribuíram para isso", acrescentou.

Embora o partido Lei e Justiça (PiS), no poder, tenha ficado em primeiro lugar nas eleições de 15 de outubro, a Plataforma Cívica (KO) de Tusk, juntamente com dois outros partidos da oposição, obteve mais de 54% dos votos e assegurou uma confortável maioria de 248 lugares na câmara baixa do Parlamento, do total de 460 lugares.

Tusk, antigo presidente do Conselho Europeu, parece reunir as condições para se tornar o próximo primeiro-ministro da Polónia, e essa mudança poderá melhorar muito as tensas relações com o as instituições da UE, que caíram para mínimos históricos durante oito anos de governos ultraconservadores e eurocéticos liderados pelo PiS.

Estou muito orgulhoso dos meus compatriotas. Provaram que o clima anti-democrático e anti-europeu não tem de ser uma tendência, que é apenas uma turbulência sazonal.
Donald Tusk
Líder da Plataforma Cívica (oposição), Polónia

A tensão persistente levou a recriminações públicas, a bloqueios nas decisões coletivas e a múltiplos processos no Tribunal de Justiça Europeu.

"Estou muito orgulhoso dos meus compatriotas. Provaram que o clima anti-democrático e anti-europeu não tem de ser uma tendência, que é apenas uma turbulência sazonal", disse Tusk.

"Todos nós provámos a nós próprios, mas também ao mundo, que se acreditarmos na mudança, se fizermos um esforço, valerá a pena. E valeu", acrscentou.

Encontro informal para preparar o futuro

Von der Leyen celebrou a "participação recorde" nas eleições polacas - mais de 74%, o nível mais elevado desde a queda do comunismo - como prova de que "os polacos estão fortemente ligados à democracia".

O encontro, que teve um carácter informal devido ao facto de Tusk ser líder da oposição e não primeiro-ministro, incidiu sobre a guerra da Rússia contra a Ucrânia, a segurança e a defesa, a competitividade, a transição ecológica e os valores democráticos.

"Sei que Donald Tusk e eu vamos encontrar muitos pontos em comum em todas estas questões", afirmou von der Leyen.

Outro tema de destaque na agenda foi o dos 35,4 mil milhões de euros de fundos de recuperação pós-pandemia (PRR) que a Polónia tem tentado desbloquear há mais de um ano, sem sucesso.

A Comissão Europeia deu luz verde ao plano em junho de 2022, mas ainda não desbloqueou qualquer verba devido a uma disputa em curso sobre o Estado de direito e a independência judicial. Varsóvia tem de cumprir uma série de "marcos" como condição para desembolsar o dinheiro. A falta de progressos indica que a Comissão considera que o trabalho realizado até à data foi insuficiente.

Tusk quer quebrar o impasse e está disposto a tomar medidas "não convencionais", como lhes chamou, para garantir que o dinheiro chegue rapidamente aos cofres polacos. Os pagamentos ao abrigo do fundo de 750 mil milhões de euros do bloco são feitos numa base gradual e têm de estar concluídos antes do final de 2027.

"O relógio está a contar", disse.

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