Primeiro-ministro palestiniano apresentou a demissão. Negociações para trégua em Gaza no bom caminho

O primeiro-ministro israelita garantiu que a operação em Rafah vai acontecer independentemente de a libertação de reféns acontecer ou não
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Primeiro-ministro da Autoridade Palestiniana apresentou a demissão ao Presidente Mahmoud Abbas. Decisão surge um dia depois de os Estados Unidos e o Egito confirmarem que foi encontrado um "meio-termo" durante as negociações para garantir trégua em Gaza.

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O primeiro-ministro da Autoridade Palestiniana, Mohammad Shtayyeh, apresentou a demissão e a renúncia do governo, durante uma conferência de imprensa esta manhã de segunda-feira, em Ramallah.

"Apresentei a renúncia do governo ao Presidente [Mahmoud Abbas]", declarou, justificando a decisão com os "desenvolvimentos relacionados à agressão contra a Faixa de Gaza" e a "escalada sem precedentes" do conflito na Cisjordânia e em Jerusalém.

Shtayyeh, que está à frente da Autoridade Palestiniana desde 2019, defendeu que são necessárias "novas soluções governamentais e políticos que tenham em conta a nova realidade em Gaza e a necessidade de um consenso baseado na unidade palestiniana", cita a Al Jazeera.

A demissão tem ainda de ser aceite pelo Presidente Mahmoud Abbas.

A decisão surge um dia depois de os Estados Unidos e o Egito, principais mediadores no conflito de Gaza, terem confirmado que que foi encontrado um "meio-termo" nas negociações em Paris para uma trégua entre Israel e o Hamas.

Ainda são necessárias mais conversações com o Hamas, para garantir a libertação de reféns, mas, de acordo com um conselheiro de segurança nacional dos EUA, as perspetivas para um acordo são otimistas.

No entanto, apesar de os dois lados estarem mais perto de um acordo de cessar-fogo temporário, o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netantyahu, já avisou que um acordo de reféns com o Hamas não impedirá os planos de operação em Rafah.

"Se tivermos um acordo, vai ser relativamente atrasada [a operação em Rafah], mas vai acontecer. Se não o tivermos, vamos fazê-lo na mesma", garantiu.

Em Gaza, com a escassez de alimentos, as pessoas tornaram-se dependentes de uma erva daninha conhecida como malva para alimentar as famílias. 

A planta tem propriedades medicinais e cresce livremente em condições de solo seco e duro. Agora tornou-se o principal alimento devido a não haver alternativa.

A agência da ONU de Assistência aos Refugiados Palestinianos no Médio Oriente (UNRWA) diz que a última vez que conseguiu entregar alimentos ao norte de Gaza foi em 23 de janeiro.

O diretor da UNRWA, Philippe Lazzarini, renovou os apelos para que Israel permita a entrada em segurança de mais ajuda no território para evitar a fome.  

"Esta é uma catástrofe provocada pelo homem. O mundo comprometeu-se a nunca mais permitir a fome. A fome ainda pode ser evitada, através da vontade política genuína de conceder acesso e proteção a assistência significativa", escreveu na rede social X.

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