Israel lança ataque no hospital Al-Shifa e faz vários mortos

Desde o início da guerra que Israel tem atacado instalações hospitalares em Gaza
Desde o início da guerra que Israel tem atacado instalações hospitalares em Gaza Direitos de autor Ariel Schalit/Copyright 2024 The AP. All rights reserved.
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Tropas israelitas dizem ter tomado o controlo do hospital Al-Shifa, em Gaza, alegando que as instalações estão a servir de base operacional do Hamas. Ministério da Saúde em Gaza fala em vários mortos após ataque das IDF.

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Várias pessoas terão morrido no hospital Al-Shifa, na cidade de Gaza, neste momento controlado pelas Forças de Defesa de Israel, revelou o Ministério da Saúde palestiniano, cita a imprensa internacional.

As Forças de Defesa de Israel lançaram um ataque ao Hospital Al-Shifa na cidade de Gaza, alegando que as instalações estão a ser utilizadas pelo Hamas como base para "comandar ataques".

 O porta-voz das IDF, Daniel Hagari, confirmou numa declaração publicada nas redes sociais que o exército israelita lançou uma "operação de alta precisão" em partes do complexo hospitalar.

No vídeo, Daniel Hagari alega, sem fornecer qualquer prova, que "terroristas do Hamas reagruparam-se" dentro do hospital para conduzir ataques contra Israel.

"A nossa guerra é contra o Hamas e não contra o povo de Gaza. Não queremos fazer mal aos civis atrás dos quais o Hamas se esconde", garantiu ainda o porta-voz das IDF, prometendo que operação será levada a cabo com "cautela e cuidado".

O ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo Hamas, considera que "o que as forças de ocupação estão a fazer contra o complexo hospitalar Al-Shifa é uma violação flagrante do direito internacional humanitário e da quarta convenção de Genebra".

De acordo com o ministério, cerca de 30 mil pessoas estão abrigadas no hospital, incluindo pacientes, profissionais médicos e pessoas que fugiram de casa à procura de um local seguro.

Segundo as autoridades palestinianas, o ataque das tropas militares israelitas desencadeou um incêndio num dos edifícios do hospital. As comunicações foram cortadas e as pessoas ficaram presas nas unidades de cirurgia e de emergência de um dos edifícios.

Hagari disse que os pacientes e a equipa médica poderiam permanecer no complexo e que uma passagem segura estava disponível para os civis saírem.

Israel acusa o Hamas de usar hospitais e outras instalações civis para proteger os combatentes. Desde o início da guerra, em outubro do ano passado, o exército israelita já invadiu vários hospitais em todo o território.

A maioria das instalações hospitalares de Gaza está inoperacional por falta de combustível e material médico, sendo impossível fazer face às dezenas de pessoas ficam feridas diariamente devido aos ataques israelitas.

Netanyahu pretende avançar com ofensiva em Rafah

O primeiro-ministro israelita mantém os planos para a avançar sobre a cidade de Rafah, apesar das preocupações internacionais sobre os riscos da ofensiva para mais de um milhão de palestinianos que se refugiaram nesta região do sul de Gaza.

Benjamin Netanyahu garantiu ainda que nenhuma pressão internacional irá impedir o país de prosseguir os seus objetivos militares. 

Após ter estado reunido com o presidente israelita Isaac Herzog e com o primeiro-ministro israelita, o chanceler alemão, Olaf Scholz, alertou que uma investida israelita a Rafah iria tornar "muito difícil" atingir a paz na região.

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