Novo inimigo político de Orbán divulga alegadas provas de corrupção

Orbán tem em Péter Magyar a mais recente dor de cabeça
Orbán tem em Péter Magyar a mais recente dor de cabeça Direitos de autor Denes Erdos/AP
De  Rita KonyaRicardo Figueira
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Péter Magyar é o ex-marido da antiga ministra da Justiça, Judit Varga, e nova dor de cabeça para Viktor Orbán. Depois de divulgar alegadas provas de corrupção, juntou milhares de pessoas numa manifestação.

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Horas depois de ter apresentado à justiça e publicado nas redes sociais um ficheiro áudio que alegadamente prova corrupção no seio do governo húngaro, o opositor Péter Magyar, novo inimigo político de Viktor Orbán, organizou uma manifestação em frente à Procuradoria-Geral, com milhares de participantes.

O ficheiro contém parte de uma conversa entre ele e a ex-mulher, Judit Varga, então ministra da Justiça.

Diz Péter Magyar: "Esta manhã, entreguei uma gravação ao gabinete do procurador-geral, na qual se pode ouvir a então ministra da Justiça a dizer que certos círculos do governo poderiam ter interferido com documentos de investigação e manipulado o trabalho das autoridades de investigação com impunidade, neste mesmo edifício, nas minhas costas (Procuradoria-Geral)".

Figura emergente da oposição

Péter Magyar exige a demissão imediata do procurador-geral, Péter Polt, e dos adjuntos, e uma investigação objetiva a este caso de corrupção de alto nível, que, segundo ele, só será possível após a saída de Polt.

Os manifestantes dirigiram-se para o Parlamento e Magyar continuou o discurso, atacando o governo em várias frentes. Magyar, antigo funcionário do partido no poder, o Fidesz, planeia formar um novo partido político contra Orbán e está a emergir como figura da oposição. A conversa tornada pública mostra como alegadamente o chefe de gabinete de Orbán falsificou documentos para encobrir a corrupção de um secretário de Estado.

Um "abusador narcisista", acusa Varga

A ex-mulher de Magyar, a antiga ministra da Justiça Judit Varga, retirou-se da política há um ano, pouco depois da demissão da presidente Katalin Novák, no meio de um escândalo envolvendo um indulto presidencial ao diretor de uma escola acusado de abusos sexuais. Antes, tinha sido apontada como possível cabeça-de-lista do Fidesz às europeias. 

Em reação à divulgação do áudio, Varga chamou ao ex-marido um "abusador narcisista" e diz que as declarações que estão no áudio foram feitas sob pressão. Num post no Facebook, acusa Magyar de chantagem.

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