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Netanyahu insiste na ofensiva terrestre em Rafah: "Há uma data"

Palestinianos caminham entre os destroços na sequência de uma ofensiva aérea e terrestre israelita em Khan Younis, no sul da Faixa de Gaza, segunda-feira, 8 de abril de 2024.
Palestinianos caminham entre os destroços na sequência de uma ofensiva aérea e terrestre israelita em Khan Younis, no sul da Faixa de Gaza, segunda-feira, 8 de abril de 2024. Direitos de autor Fatima Shbair/Copyright 2024 The AP. All rights reserved.
Direitos de autor Fatima Shbair/Copyright 2024 The AP. All rights reserved.
De  Euronews
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Casa Branca alerta que invasão terrestre em grande escala de Rafah terá "um efeito extremamente prejudicial", mas primeiro-ministro israelita está irredutível. "Vai acontecer. Há uma data", garante Netanyahu. Cidade do sul da Faixa de Gaza é abrigo para 1,4 milhões de palestinianos.

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Apesar das tentativas de dissuasão dos Estados Unidos, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, garante que haverá uma invasão terrestre em larga escala a Rafah, afirmando que a cidade na fronteira egípicia é o último reduto do Hamas. 

"Vai acontecer. Há uma data", assegurou Netanyahu numa declaração em vídeo esta segunda-feira, acrescentando que a operação em Rafah é essencial para a vitória de Israel. 

O chefe de governo israelita não deu pormenores sobre a ofensiva terrestre que tem vindo a anunciar há várias semanas, mesmo sem o apoio dos Estados Unidos. 

"Deixámos claro a Israel que pensamos que uma invasão militar em grande escala de Rafah teria um efeito extremamente prejudicial para os civis e que, em última análise, prejudicaria a segurança de Israel", declarou Matthew Miller, porta-voz do Departamento de Estado americano.

A Casa Branca refere que o objetivo de derrotar o Hamas é "legítimo", mas salienta que há alternativas à entrada em Rafah.

"Pensamos que existe uma melhor forma de atingir um objetivo legítimo, que é desmantelar e derrotar os batalhões do Hamas que ainda permanecem em Rafah", referiu Miller, acrescentando que tem de existir "um compromisso israelita sustentado no sentido de garantir que a população de Gaza tem as suas necessidades básicas asseguradas". 

Israel diz que tem um plano para proteger os civis.

A possibilidade de uma invasão por terra das tropas israelitas em Rafah fez aumentar o alarme internacional sobre o destino dos cerca de 1,4 milhões de palestinianos que se abrigam na cidade, a maioria dos quais deslocados de outras partes da Faixa de Gaza.

Ajuda humanitária durante o fim de semana

A Casa Branca assinalou progressos na entrada de ajuda humanitária na Faixa de Gaza no último fim de semana.

"Ontem [domingo], 304 camiões de ajuda humanitária entraram em Gaza, o maior número de camiões num único dia desde o início do conflito", disse Matthew Miller. 

"Esse número representa uma melhoria significativa, mas é importante não apenas que o número diário continue a crescer, mas que seja sustentado ao longo do tempo".

"Mais de 200 trabalhadores humanitários foram mortos durante este conflito, e temos pressionado repetidamente o governo israelita sobre a necessidade de melhorar as suas medidas de  coordenação.", complementou.

Sem acordo para cessar-fogo

Com relatos contraditórios sobre as negociações de cessar-fogo no Cairo, tanto o Hamas como os responsáveis israelitas afirmaram que não estão perto de um potencial acordo para uma pausa nas hostilidades.

 Um responsável do Hamas avançou que o grupo rejeitou a última proposta de Israel.

Na segunda-feira, o canal de televisão estatal Al-Qahera News, do Egipto, citou uma fonte egípcia sénior que disse  terem sido feitos progressos nas conversações.

Israel e o Hamas enviaram equipas para o Egito no domingo, após a chegada, no sábado, do diretor da CIA, William Burns, que  voltou a fazer pressão na perspetiva de um acordo que liberte os reféns detidos em Gaza e alivie a crise humanitária no país.

Destruição em Khan Younis

Os palestinianos regressaram à cidade de Khan Younis, no sul da Faixa de Gaza, na segunda-feira, para salvar o que puderam dos edifícios destruídos, um dia depois de o exército israelita ter anunciado a retirada das tropas da segunda maior cidade da Faixa de Gaza.

Mas Khan Younis está irreconhecível, com dezenas de edifícios destruídos ou danificados, apartamentos e empresas em escombros.

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As ruas foram demolidas, e as escolas e os hospitais também foram danificados pelos combates.

"Chegámos e encontrámos a casa demolida", disse Heba Sahloul, residente em Khan Younis, à Associated Press.

"O meu pai foi martirizado e nós somos apenas seis mulheres em casa e não sabemos para onde ir ou onde ficar", acrescentou. 

Israel enviou tropas para Khan Younis em dezembro, no âmbito da ofensiva terrestre que surgiu em resposta ao ataque do Hamas de 7 de outubro.

A guerra, agora no seu sétimo mês, já matou mais de 33 mil palestinianos, na sua maioria mulheres e crianças, segundo as autoridades da Faixa de Gaza, controladas pelo Hamas.

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A maioria dos 2,3 milhões de habitantes do enclave está deslocada, sendo que muitas áreas do território ficaram inabitáveis.

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