O primeiro-ministro húngaro cessante reconheceu a derrota e assumiu a desilusão face ao resultado eleitoral. Perante os apoiantes garantiu que o partido não irá desiludi-los.
Ao contrario de outros anos, as palavras no último domingo não foram de vitória.
Numa noite eleitoral morna e até desapontante, Viktor Orbán proferiu o seu discurso num recinto fechado, perante convidados selecionados...contrariando a tradição dos locais públicos e ao ar livre.
Em cerca de quatro minutos o primeiro-ministro cessante assumiu a derrota, delineando o roteiro para os próximos quatro anos, que passam por fazer oposição.
“O resultado final das eleições é claro, e para nós é desolador. Mas está claro que não nos foi confiado o papel de governar. Já felicitei o partido vencedor. A todos vós, agradeço todo o trabalho árduo. Nunca trabalhámos tão arduamente e com tantas pessoas como agora. Isso fica patente no facto de termos reunido 2,5 milhões de eleitores; 2,5 milhões de pessoas confiaram em nós neste dia", afirmou o primeiro-ministro cessante, em Budapeste.
Depois da derrota, os próximos dias serão de reflexão. Mas Viktor Orbán não deu sinais de querer abrandar, reforçando que o partido não irá desistir de todos os que nele votaram. e que o trabalho na oposição será retomado em breve.
Após 16 anos no poder Orbán dá lugar a Péter Magyar, um antigo partidário de Orbán que fez campanha contra a corrupção e em torno de questões do quotidiano, como os cuidados de saúde e os transportes públicos, comprometeu-se a reconstruir as relações da Hungria com a União Europeia e a NATO.
A afluência às urnas foi de quase 80%, segundo o Gabinete Nacional de Eleições, um número recorde em qualquer eleição na história pós-comunista da Hungria.