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Como enfrentar a inflação e evitar a falência: o desafio das PME na Europa

Em parceria com The European Commission
Como enfrentar a inflação e evitar a falência: o desafio das PME na Europa
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De  Andrea Bolitho
Publicado a Últimas notícias
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A equipa de "Business Planet" visitou a Assembleia das PME em Bilbau, e conheceu alguns dos mais inovadores negócios a desabrochar na União Europeia

Os preços da energia estão a baixar e a inflação está a descer lentamente, mas as falências estão a aumentar e muitas empresas europeias continuam a lutar para sobreviver.

Como é que as empresas se podem manter à tona? Damien Sallé, coordenador de Robótica e Automação na Tecnalia, considera que as empresas "agora estão habituadas a um nível diferente de crises que se sucedem e, por isso, descobriram que a única solução que têm para esta crise é a inovação".

A professora Saras Sarasvathy, da Escola de Gestão Darden, da Universidade da Virgínia, considera que "a incerteza e a crise são oportunidades".

"É isso que os empresários fazem, certo? Por vezes, aproveitam as oportunidades e constroem sobre elas. Os tempos de crise não são coisas que se enfrentam. Nos tempos de crise levantamo-nos e mudamos o mundo", defende Sarasvathy.

A equipa de Business Planet visitou a Assembleia das Pequenas e Médias Empresas (PME) de Bilbau, o principal evento europeu para as PME poderem ver como se estão a gerir os ventos económicos contrários e a tentar transforma crises em oportunidades.

O País Basco, em Espanha, é uma das principais regiões de inovação da Europa. O centro de pesquisa local Tecnalia projetou um robô com diversas habilidades.

"Queremos que o robô seja capaz de fazer coisas como lixar, pintar ou revestir a laser. Pegamos nas informações da câmara em três dimensões e depois calculamos as trajetórias em 3D (de mod) a cobrir toda a peça e depois aplicamo-las no robô", explicou-nos Damien Sallé, o coordenador de Robótica e Automação da Tecnalia.

Encontrar um nicho de mercado pode fazer toda a diferença. Aconteceu com a Orbik, que testa os níveis de cibersegurança na fase de projeto de equipamentos industriais.

"Trabalhamos para caminhos-de-ferro, estações de metro com uma rede inteligente, a indústria no geral e também para sistemas de saúde. No passado, a maioria dos sistemas estava isolada e o risco de serem atacados era bastante reduzido. Hoje em dia, com os sistemas ligados à Internet, é cada vez mais comum serem atacados", explicou-nos Salvador Trujillo, diretor-executivo da Orbik.

A Assembleia das PME tem como objetivo estimular as empresas europeias com painéis de alto nível, entrevistas e oportunidades de criação de redes, para além da prestigiada Palestra Joseph Schumpeter, proferida este ano pela professora Saras Sarasvathy.

Foram anos turbulentos, com uma crise logo a seguir à outra. Em setembro, a Comissão Europeia apresentou o pacote SME Relief para apoiar as pequenas empresas.

Outi Slotboom, diretora e Estratégia e Análise Económica, da Direção-Geral do Mercado Interno, Indústria, Indústria, Empreendedorismo e PME (DG GROW) da Comissão Europeia, conta-nos que o pacote "tem diferentes pilares, começando pelo financiamento".

"Depois, passa-se para o acesso às competências. Estas estão frequentemente relacionadas com novas áreas emergentes, como a instalação de painéis solares, novas atividades climáticas ou competências digitais. Temos também um capítulo sobre regulamentação", acrescenta Slotboom.

As falências, contudo, estão a aumentar na Europa e atingiram o nível mais elevado desde 2015, aumentando mais de 8% em relação ao trimestre anterior.

Para evitar falências, a Agência Portuguesa para a Competitividade e Inovação, vencedora do Prémio Europeu de Promoção Empresarial, concebeu uma ferramenta que assinala potenciais problemas com os dados económicos de uma empresa.

Uma das principais razões pelas quais as empresas vão à falência é o facto de esperarem demasiado tempo até serem pagas. Este ano, a Comissão Europeia propôs regras atualizadas que incluem um prazo máximo de pagamento de 30 dias.

A eurodeputada polaca Roza Thun, que apresentou o relatório no Parlamento Europeu, explicou-nos porque é que as pequenas empresas devem ser pagas rapidamente.

"As empresas precisam de liquidez, precisam de fluxo de caixa, têm de ser capazes de fazer os seus planos e não esperar pelo dinheiro. Há muitas propostas interessantes neste relatório, não apenas os famosos 30 dias, mas também a execução desses pagamentos e as multas por atraso", referiu Róża Thun und Hohenstein, do eurogrupo Renew Europe.

Pode parecer um momento assustador para começar o próprio negócio, mas não é para  jovens empresários como Mariia Alipatova.

A ucraniana venceu o concurso de jovens empresas em fase de arranque, com a Solar Optic, uma invenção que capta a luz do sol e a leva para dentro de um edifício, poupando dinheiro em iluminação e melhorando o ambiente de trabalho.

"Este é um dos benefícios para melhorar a saúde mental dos trabalhadores, especialmente nos armazéns. Eu sou engenheira, por isso sei como é trabalhar numa fábrica. Por vezes, sentimo-nos deprimidos devido ao ruído e é necessária luz solar natural. Mas os principais benefícios são a redução das emissões de carbono e a poupança de dinheiro nos custos de eletricidade", destaca Mariia Alipatova, a diretora-executiva da Solar Optic.

Não faltam grandes desafios para as PME da Europa neste momento, mas também não faltam grandes ideias. Sobretudo porque as partes interessadas na Europa pretendem criar um clima económico sustentável.

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