"Mon crime é um filme feminista", diz François Ozon

Cartaz de "Mon Crime"
Cartaz de "Mon Crime" Direitos de autor Gaumont
De  Frédéric Ponsard
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A história passa-se nos anos 1930, mas tem muito a ver com o que acontece hoje com o movimento #MeToo

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François Ozon, um dos cineastas europeus mais celebrados da atualidade, regressa com a 22ª longa-metragem, "Mon Crime". Depois de filmes mais sérios, encerra uma trilogia de comédias que começou com "Oito mulheres" e "Potiche". Aqui, repete a receita: um guião bem trabalhado, direção discreta mas eficaz, e um elenco de cinco estrelas representando todas as gerações e géneros do cinema francês. Para este filme, foi buscar uma "comédia de boulevard" dos anos 1930.

"É importante que a história decorra na década de 1930. Se o filme se passasse hoje, seria bastante mais dramático. Obviamente, a minha história tem a ver com tudo o que está a acontecer hoje em dia com o atual movimento feminista e com a libertação da palavra em relação à violência contra as mulheres. É interessante olhar para ela através dos olhos de hoje e ver que, na década de 1930, as mulheres precisavam de encontrar formas ligeiramente transgressoras para terem sucesso", disse o cineasta francês à Euronews.

A minha história tem a ver com tudo o que está a acontecer hoje em dia com o atual movimento feminista e com a libertação da palavra em relação à violência contra as mulheres.
François Ozon
Realizador

Na história, uma atriz é acusada do assassínio de um famoso produtor. Com a ajuda da melhor amiga, consegue ser absolvida.

Esta é, ao mesmo tempo, uma homenagem à era dourada do cinema e um filme muito contemporâneo sobre o empoderamento feminino: Duas mulheres unem forças e se ajudam mutuamente para escapar à dominação masculina.

O filme irá estrear um pouco por toda a Europa, algo de que François Ozon se felicita: "Tenho a sorte de poder estrear o filme em vários países europeus. O filme está já vendido para quase todos os países, o que é uma grande sorte, especialmente porque este filme é um pouco o fecho da trilogia começada com "Oito Mulheres" e "Potiche" e esses dois filmes tiveram muito sucesso na Europa, sobretudo nos países que recorrem à dobragem, como a Alemanha, Itália e Espanha", diz.

O filme estreou em França a 8 de março e chega aos ecrãs do resto da Europa durante a primavera.

Nome do jornalista • Ricardo Figueira

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