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Morreu atriz francesa Anouk Aimée aos 92 anos

Anouk Aimée com Claude Lelouch na edição de 2019 do festival de Cannes
Anouk Aimée com Claude Lelouch na edição de 2019 do festival de Cannes Direitos de autor Vianney Le Caer/2019 Invision
Direitos de autor Vianney Le Caer/2019 Invision
De  Serge Duchêne
Publicado a Últimas notícias
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De seu nome verdadeiro Françoise Dreyfus, entrrou em cerca de 70 filmes ao longo de oito décadas.

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A atriz francesa Anouk Aimée, musa de realizadores como Fellini ou Claude Lelouch, morreu esta terça-feira aos 92 anos. A triste notícia foi anunciada pela filha, Manuella Papatakis, nas suas redes sociais.

A carreira de Aimée, de seu nome verdadeiro Françoise Dreyfus, conta com cerca de 70 papéis, de 1947 a 2019. Embora a maioria dos seus filmes sejam franceses, também trabalhou em Espanha, Grã-Bretanha, Itália e Alemanha, bem como em algumas produções norte-americanas.

A lista dos realizadores que a protagonizaram parece um verdadeiro "quem é quem" do cinema do século XX: La Dolce Vita (1960) e (1963) de Federico Fellini, Lola (1961) de Jacques Demy, A Tragédia de um Homem Ridículo (1981) de Bernardo Bertolucci e Prêt à Porter (1994) de Robert Altman.

Mas foi Um homem e uma mulher (1966) que lhe trouxe fama internacional e ficará para sempre ligado ao seu nome. A joia de Claude Lelouch valeu a Aimée o Globo de Ouro, o prémio BAFTA e uma nomeação para um Óscar.

Voltou a reunir-se com o realizador e o seu parceiro de ecrã Jean-Louis Trintignant em duas sequelas: Um homem e uma mulher: 20 anos depois (1986) e - não há duas sem três - em Os Melhores Anos da Nossa Vida (2019), apresentado em Cannes fora de competição.

Ganhou o prémio de melhor atriz no Festival de Cannes por Salto nel vuoto (1980), de Marco Bellocchio, no qual contracenou com o igualmente brilhante Michel Piccoli. Em 2002, recebeu um César honorário pelo conjunto da sua carreira e, no ano seguinte, um Urso de Ouro honorário no Festival Internacional de Cinema de Berlim.

Nos anos 60, a revista Life dizia que "depois de cada filme, a sua beleza enigmática permanece" na memória do público, chamando-lhe "a mais bela residente da Rive Gauche".

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