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“Nunca senti tamanha maldade”: Julio Iglesias rejeita acusações de agressão sexual

Julio Iglesias, cantor espanhol, atua durante um concerto em Playa del Carmen, México, a 30 de janeiro de 2009
Cantor espanhol Julio Iglesias atua num concerto em Playa del Carmen, no México, a 30 de janeiro de 2009 Direitos de autor  Copyright 2009 AP. All rights reserved.
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De Rafael Salido
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Após vários dias de controvérsia, o cantor espanhol quebrou o silêncio e, através das redes sociais, negou categoricamente as acusações feitas por duas das suas ex-funcionárias. O caso está nas mãos da Audiência Nacional.

Julio Iglesias rejeitou, "com profundo pesar", as recentes acusações de agressão sexual que recaem sobre si, depois de duas das suas antigas empregadas terem afirmado, esta semana, que o cantor as assediou sexualmente e as submeteu a vários abusos.

"Nego ter abusado, coagido ou desrespeitado qualquer mulher", escreveu Iglesias numa mensagem divulgada no seu perfil no Instagram. "Estas acusações são absolutamente falsas e causam-me uma grande tristeza."

O artista indica que "nunca tenha sentido tamanha maldade", mas diz que ainda tem "forças" para revelar "toda a verdade" e para defender a sua dignidade "perante uma ofensa tão grave".

No início desta semana, duas mulheres que afirmam ter trabalhado para Iglesias em 2021 adiantaram que o popular artista as agrediu sexualmente enquanto trabalhavam nas suas residências na República Dominicana e nas Bahamas, segundo umareportagemdo 'elDiario.es', em colaboração com a 'Univisión Noticias'.

De acordo com o relato das alegadas vítimas, o cantor exercia um controlo absoluto sobre elas e cometia abusos de poder, com comportamentos que classificam como "agressões sexuais" e "humilhações" constantes.

Após as revelações, o Ministério Público da Audiência Nacional de Espanha decidiu abrir uma investigação pré-processual às alegadas agressões sexuais num dos casos. As agressões relatadas por ambas as mulheres, identificadas na reportagem com os nomes fictícios de Rebeca e Laura, terão ocorrido nas mansões que o artista possui em Punta Cana (República Dominicana) e em Lyford Cay (Bahamas).

Os factos terão ocorrido no período em que ambas estavam empregadas pelo cantor, que na altura tinha 77 anos, em regime interno, uma como trabalhadora doméstica e a outra como fisioterapeuta. As organizações Women's Link Worldwide e Amnistia Internacional informaram, na quarta-feira passada, que as duas denunciantes continuam atualmente empregadas pelo artista; no entanto, este ponto não é claro.

Embora, numa primeira fase, Iglesias tivesse evitado pronunciar-se sobre o caso, uma amiga sua, a jornalistaPaloma García-Pelayo, afirmou, na terça-feira passada, no programa 'laSexta Clave', que o artista "está preocupado" com as acusações.

García-Pelayo sublinhou que o cantor teme os danos que a sua reputação possa sofrer devido a acusações que ultrapassaram as fronteiras espanholas. Segundo a jornalista, o artista considera que a sua imagem "caiu por completo" e vive a situação "como se o tivessem matado internacionalmente, em termos de imagem".

"Não consigo esquecer tantas e tantas pessoas queridas que me enviaram mensagens de carinho e lealdade; senti muito consolo nelas", conclui Iglesias, na sua mensagem no Instagram.

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