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Descoberta de minerais na Noruega poderá fornecer baterias e painéis solares por um século

Painéis solares no telhado do Babilónia Rio Hostel, um dos primeiros lugares a usar energia solar na favela do Rio de Janeiro, Brasil.
Painéis solares no telhado do Babilónia Rio Hostel, um dos primeiros lugares a usar energia solar na favela do Rio de Janeiro, Brasil. Direitos de autor Copyright 2021 The Associated Press. All rights reserved.
Direitos de autor Copyright 2021 The Associated Press. All rights reserved.
De  Ally Wybrew
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Artigo publicado originalmente em inglês

A descoberta de um minério valioso na Escandinávia parece aliviar a escassez de fósforo nas próximas décadas.

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Os enormes depósitos de fosfato descobertos no sudoeste da Noruega podem ser suficientemente grandes para abastecer veículos elétricos, painéis solares e fertilizantes durante um século.

O valioso minério foi descoberto em 2018 pela Norge Mining, que revelou em maio que tinha encontrado 70 mil milhões de toneladas do material.

O fosfato é rico em fósforo, que é um componente essencial de muitas tecnologias verdes, bem como de fertilizantes. A descoberta surge numa altura crucial em que a Europa tem enfrentado problemas de abastecimento.

Alerta da União Europeia para a escassez de fosfatos

Em 2012, Haia publicou um relatório que alertava para a futura escassez de fosfatos. A Rússia controla o maior depósito deste composto químico, mas as importações têm sido restringidas desde a invasão da Ucrânia.

Marrocos, China, Irão e Síria também têm grandes depósitos do material, mas a guerra tem tido um impacto, que se traduz no aumento dos custos dos fertilizantes.

No início deste ano, os cientistas alertaram para um "fosfogedão".

Precisamos de ser "muito mais inteligentes na forma como utilizamos o fósforo", disse o Professor Phil Haygarth da Universidade de Lancaster ao jornal britânico "The Guardian”. "Se não o fizermos, enfrentamos uma calamidade."

A professora Penny Johnes, da Universidade de Bristol, foi mais direta: “não existe vida na Terra sem fósforo.”

Os fertilizantes fosfatados tornaram-se essenciais para assegurar a produção alimentar mundial. Mas o seu escoamento também tem sido associado à proliferação de algas que ameaçam as unidades populacionais de peixes e produzem metano, que aquece o planeta.

Copyright 2014 AP. All rights reserved. This material may not be published, broadcast, rewritten or redistributed.
Novo Skoda Octavia CNG é apresentado durante o dia da imprensa no 84º Salão Internacional do Automóvel de Genebra, em Genebra, na Suíça.Copyright 2014 AP. All rights reserved. This material may not be published, broadcast, rewritten or redistributed.

A Noruega tem fósforo suficiente para alimentar um século

Estes novos depósitos encontrados na Escandinávia poderiam, teoricamente, suprir a procura mundial de baterias e painéis solares durante cem anos, confirmou a Norge Mining.

Após a descoberta do minério, Jan Christian Vestre, ministro do Comércio e Indústria da Noruega, afirmou que o país tinha a "obrigação" de desenvolver "a indústria mineral mais sustentável do mundo."

A economia mundial consome 45 milhões de toneladas métricas de fósforo por ano.

Uma vez extraído, o minério pode ser transformado em ácido fosfórico e fornecer uma vasta gama de utilizações, incluindo baterias de lítio-ferro-fosfato e alimentos para animais.

Uma descoberta "significativa

"Quando se encontra algo desta magnitude na Europa, que é maior do que todas as outras fontes que conhecemos - é significativo", disse Michael Wurmser, fundador e diretor executivo adjunto da Norge Mining, ao site de notícias Euractiv.

"Acreditamos que o fósforo que podemos produzir será importante para o Ocidente - proporciona autonomia", continuou.

No entanto, a refinação do fósforo tem sido historicamente muito intensiva em carbono, o que explica em parte o facto de ter havido pouca produção na Europa nos últimos anos.

A Norge Mining planeia utilizar a captura e armazenamento de carbono para compensar o impacto ambiental da produção, embora a eficácia destas tecnologias seja frequentemente posta em causa.

Não foi apenas o fosfato que se descobriu no local. Também foram descobertos grandes depósitos de matérias-primas essenciais, como o titânio - frequentemente usado para substituição de articulações e na construção de aviões - e o vanádio - utilizado para reforçar o aço.

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