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Impacto em Portugal do novo acordo UE-Reino Unido

Impacto em Portugal do novo acordo UE-Reino Unido
Direitos de autor APOLIVIER MATTHYS
Direitos de autor AP
De  Isabel Marques da Silva
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Impacto em Portugal do novo acordo UE-Reino Unido

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A primeira fase do Brexit está concluída porque o divórcio foi decretado. Mas começa a segunda fase, que pode ser vista como uma gestão dos bens, neste caso um acordo comercial e politico que possa ser benéfica para os cidadãos e empresas dos dois lados.

O prazo é apertado porque sobram 11 meses até 31 de dezembro, quando deverá estar completa a negociação. A eurodeputada Lídia Pereira, eleita pelo PSD, esta preocupada com o possível impacto na economia portuguesa.

"Portugal é a quarta economia da zona euro mais exposta ao Brexit e por isso haverá impacto nas empresas portuguesas, no nível de exportação portuguesa. É preciso perceber em que termos se chegará ao futuro acordo entre a União Europeia e o Reino Unido", disse em entrevista à euronews.

euronews
Eurodeputada Lídia Pereira, eleita pelo PSD, pertence à bancada de centro-direitaeuronews

Os diplomatas e peritos dizem que é quase impossível chegar a acordo tão cedo, até porque o Reino Unido quer abandonar completamente o mercado único e a união aduaneira.

Serão negociações complexas sobre temas tão diversos quanto pesca, defesa, indústria farmacêutica ou política climática.

"A juventude quererá voltar"

Mas parece que há algumas áreas que poderão vir a ditar uma aproximação futura, segundo Lídia Pereira: "Há uma geração que agora marca o Brexit, mas creio que a juventude, dentro de alguns anos, quererá voltar. Nós poderemos utilizar aquilo que ficar definido no acordo em termos de programas, tais como o Erasmus, no qual o Reino Unido quer continuar presente, para garantir que os jovens possam regressar à União Europeia. Nós estaremos de braços abertos para os receber".

Até 30 de junho, as partes devem analisar se podem concluir as negociações em tempo útil ou se o Reino Unido deve pedir um prolongamento por mais um ou dois anos.

"O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, recusa, totalmente, essa possibilidade, mas como disse um diplomata português: "A segunda fase do Brexit é de uma imprevisibilidade quase absoluta"", explica Isabel Marques da Silva, correspondente da Euronews em Bruxelas.

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