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"Estado da União": Avisos da UE à China e explicações do BCE

A presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, disse que as taxas de juro se manterão elevadas até a inflação seja de 2%
A presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, disse que as taxas de juro se manterão elevadas até a inflação seja de 2% Direitos de autor Francisco Seco/Copyright 2020 The AP. All rights reserved
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De  Stefan GrobeIsabel Marques da Silva
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A relação da União Europeia (UE) com a China entrou num momento decisivo segundo o vice-presidente da Comissão Europeia, Valdis Dombrovskis, que visitou, esta semana, o governo de Pequim. Em Bruxelas, foi a visita de Christine Lagarde, presidente do BCE, que dominou a agenda.

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Valdis Dombrovskis não poupou nas palavras, apontando para um défice comercial impressionante de quase 400 mil milhões de euros entre a UE e a China: "O ambiente empresarial tornou-se mais político e menos previsível. Solicitámos aos nossos parceiros chineses que colaborassem connosco no que respeita a estes desafios. Especificamente, desejamos ver uma maior transparência, previsibilidade e reciprocidade".

As relações económicas entre a China e a UE foram postas em evidência, no início deste mês, depois de a Comissão Europeia ter lançado uma investigação sobre as subvenções chinesas à sua indústria de automóveis elétricos.

Uma recessão grave do sector automóvel europeu poderia desencadear um efeito dominó que a Europa não pode permitir-se, já que a economia europeia continua a crescer lentamente e a taxa de inflação ainda está muito elevada.

Numa audição em Bruxelas, esta semana, a presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, deixou claro que as taxas de juro se manterão elevadas até que a luta contra a inflação seja ganha.

"Continuamos determinados a assegurar que a inflação regresse atempadamente ao nosso objetivo de médio prazo de 2%. A inflação continua a diminuir, mas prevê-se que continue a ser demasiado elevada durante demasiado tempo", disse Lagarde aos membros do Parlamento Europeu.

A euronews analisou a situação com Beata Javorcik, economista principal do Banco Europeu para a Reconstrução e o Desenvolvimento.

"A fraqueza da economia alemã traduz-se numa menor procura de exportações da Europa de Leste. A inflação corroeu os orçamentos familiares e levou a um crescimento mais lento do consumo, e a incerteza é prejudicial ao investimento. Mas há um ponto positivo, que é o turismo. Algumas economias dos Balcãs Ocidentais e do Sul da Europa estão a registar um número recorde de chegadas de turistas", explicou a economista.

(Veja a entrevista na íntegra em vídeo)

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