Comissário Sinkevicius alerta contra ambição imperalista da Rússia

Virginus Sinkevicius visitou a Ucrânia e reuniu-se com o presidente Volodymyr Zelenskyy
Virginus Sinkevicius visitou a Ucrânia e reuniu-se com o presidente Volodymyr Zelenskyy Direitos de autor EC - Audiovisual Service
De  Shona Murray
Partilhe esta notíciaComentários
Partilhe esta notíciaClose Button
Copiar/colar o link embed do vídeo:Copy to clipboardCopied

O comissário europeu para o Ambiente, Oceano e Pescas, Virjinius Sinkevicius, alertou contra a ambição imperalista da Rússia, na visita que fez à Ucrânia, onde concedeu uma entrevista à euronews. O comissário considera essencial ter um um plano de longo prazo para apoiar a Ucrânia.

PUBLICIDADE

"A nossa história começa quando centenas de milhares de pessoas - fossem de uma família de professores ou de grandes agricultores - foram enviadas para a Sibéria, de onde a maior parte nunca regressou. E se virmos bem, não mudou assim tanta coisa aqui, com crianças raptadas, tantas famílias que tiveram de passar por campos na Rússia, etc", disse Virginus Sinkevicius, que é nacional da Lituânia, o primeiro dos três países bálticos a declarar independência da União Soviética, em 1990.

"Esta ambição imperial que estão a impor agora à Ucrânia continua a ser uma parte trágica da nossa história", acrescentou, na entrevista conedida durante a visita, em que também se reuniu com o presidente Volodymyr Zelenskyy.

A Lituânia é um dos maiores doadores per capita de ajuda militar e financeira à Ucrânia e o comissário europeu diz ser arriscado mostrar qualquer complacência quando se trata de questões de segurança na Europa, face ao corrente regime na Rússia, há muito liderado pelo presidente Valdimir Putin.

"Para o mundo ocidental, é extremamente importante garantir que temos um plano para apoiar a Ucrânia, porque agora a tomada de decisão é muito demorada, temos de lutar por cada decisão. Isso é um sinal encorajador para Moscovo, em primeiro lugar, e muito negativo para a Ucrânia", alerta.

"Penso que o erro está no facto de continuarmos a pensar que num mês ou dois tudo pode acabar. Vemos que a Rússia está a apostar exatamente nisso. Estão à espera das eleições nos Estados Unidos, das eleições na União Europeia, podendo passar a haver uma visão completamente diferente. Já estamos a ver alguns dos novos governos de países da UE a não apoiar tanto a Ucrânia", explicou.

É tempo de aumentar as nossas capacidades de defesa, a nossa indústria de defesa, não só para proteger a Ucrânia, mas também para nos protegermos.
Virginus Sinkevicius
Comissário europeu para o Ambiente, Oceano e Pescas

Questionado sobre o que pensa do primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, que tem sido um obstáculo a decisões de maior apoio à Ucrânia e que se encontrou com Putin, Virginus Sinkevicius classificaz essa atuação de "vergonhosa".

"É vergonhosa a decisão de adiar decisões, de não ratificar a adesão da Suécia à NATO, são ações óbvias contra a segurança coletiva, contra os interesses da UE, contra os interesses do mundo ocidental", disse. 

"É algo que só pode satisfazer um dos lados: o regime de Moscovo. Por isso, é tempo de aumentar as nossas capacidades de defesa, a nossa indústria de defesa, não só para proteger a Ucrânia, mas também para nos protegermos", concluiu.

Partilhe esta notíciaComentários

Notícias relacionadas

Nova "Guerra das Estrelas": Rússia desenvolve sistema de mísseis nucleares antissatélite

Ucrânia diz ter afundado navio de guerra russo em ataque com drones

Zelenskyy agradece voto favorável do Senado para desbloquear ajuda à Ucrânia